São Paulo, Segunda-feira, 5 de outubro de 2026
Dólar R$ 5,22 · Euro R$ 5,88 · Ibovespa 192.115 -0,00% São Paulo 17°C 16° / 23°
A notícia como ela é
Sánchez antecipa eleições na Espanha após derrota de pacote de moradia
Mundo

Sánchez antecipa eleições na Espanha após derrota de pacote de moradia

Primeiro-ministro marcou a votação para 29 de novembro, depois de o Congresso rejeitar medidas contra despejos e alta dos aluguéis.

O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, anunciou nesta segunda-feira (5/10) a antecipação das eleições gerais para 29 de novembro. A decisão foi comunicada em audiência pública no palácio de La Moncloa, sede do governo espanhol, após o Congresso rejeitar um pacote de medidas para enfrentar a crise de moradia.

Sánchez reconheceu falhas de sua gestão e afirmou que ainda há problemas relacionados à desigualdade, aos serviços públicos e ao acesso à moradia. Ele também defendeu o desempenho do governo na economia e na criação de empregos, além de dizer que os níveis de desigualdade e pobreza caíram ao nível mínimo.

A derrota parlamentar ocorreu na sexta-feira (2/10), quando os deputados rejeitaram dois decretos. O primeiro previa a suspensão dos despejos de inquilinos vulneráveis até 2030, a extensão por dois anos dos contratos com vencimento antes de 2028, aumento de impostos sobre imóveis destinados a turistas e restrições à compra de residências por fundos de investimento. O segundo estabelecia a renovação automática dos contratos de aluguel.

O primeiro decreto foi rejeitado por 178 votos a 172. O segundo recebeu 184 votos contra e 166 a favor. Partido Popular e Vox se opuseram às propostas, enquanto o partido independentista Junts per Catalunya também declarou voto contrário.

Protestos e crise habitacional

A rejeição ocorreu depois de protestos em várias partes do país por maior proteção aos inquilinos. As manifestações foram desencadeadas pelo despejo de Maricarmen Abascal, de 87 anos, que enfrentou um forte aumento no aluguel. Ela chegou a um acordo com a empresa proprietária e poderá voltar para casa.

O caso também levou à instalação de um acampamento na Porta do Sol, no centro de Madri, em 26 de setembro. Os manifestantes pedem aluguéis mais baixos, o fim dos despejos e a proibição da compra de imóveis por fundos de investimento.

Um relatório da Fundação de Fomento de Estudos Sociais e Sociologia Aplicada indica que, em 2024, uma em cada quatro famílias espanholas relatava dificuldades para conseguir ou manter sua moradia. Estimativas citadas no levantamento apontam um déficit de cerca de 750 mil residências.

Reações à convocação

Alberto Núñez Feijóo, presidente do Partido Popular, comemorou a antecipação e afirmou: “Finalmente, os espanhóis irão decidir”. Santiago Abascal, líder do Vox, disse que as eleições serão muito incertas, apesar das pesquisas.

Integrantes do governo defenderam a permanência de Sánchez. Yolanda Díaz, segunda vice-presidente e ministra do Trabalho, declarou: “Vamos voltar a ganhar. Desta vez, com mais força”. Mónica García, ministra da Saúde, e Félix Bolaños, ministro da Justiça, também manifestaram apoio ao primeiro-ministro.

O presidente do governo da Catalunha, Salvador Illa, afirmou que a região estará com Sánchez. Nas ruas de Madri, pessoas ouvidas após o anúncio apresentaram opiniões diferentes sobre a antecipação, incluindo apoio à saída do primeiro-ministro, defesa de um governo de esquerda e preocupação com o futuro.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Entre na nossa newsletterO melhor da semana, sem spam.

Em alta

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5