NOVA YORK — Os 15 países do Escudo das Américas anunciaram nesta terça-feira, 22, uma ação conjunta para impor sanções a 24 organizações classificadas pelo grupo como “narcoterroristas”. O Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) estão entre os alvos.
A iniciativa foi adotada a pedido do governo de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos. O anúncio ocorreu após uma reunião de líderes da coalizão na sede da ONU, em Nova York. “Anunciamos hoje a primeira ação conjunta para enfrentar o flagelo do narcoterrorismo”, diz o comunicado divulgado pelo grupo.
Medidas previstas
O acordo prevê que os países adotem, conforme as próprias legislações, o congelamento de ativos e restrições de imigração e vistos para integrantes, associados e apoiadores das organizações. Também está prevista a responsabilização criminal de pessoas que forneçam conscientemente apoio material, incluindo suporte logístico.
Os países pretendem ainda pedir à Organização dos Estados Americanos (OEA) a convocação de uma reunião de consulta. O objetivo é discutir uma resolução que facilite ações coletivas contra as organizações listadas, com base no Tratado Interamericano de Assistência Recíproca, conhecido como Tratado do Rio.
Integram o Escudo das Américas Estados Unidos, Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, República Dominicana, Equador, El Salvador, Guiana, Honduras, Panamá, Paraguai, Peru e Trinidad e Tobago.
Peru, Chile e Colômbia estão entre os novos integrantes da coalizão, criada em março por iniciativa de Trump e formada por governos alinhados ao republicano na região. Os 24 grupos incluídos no acordo já eram alvo de sanções econômicas e jurídicas dos Estados Unidos.








