GAZA — Cerca de uma centena de moradores foram enterrados em uma cerimônia coletiva no domingo 6, na Cidade de Gaza. Entre os mortos, setenta eram crianças e adolescentes. Fotos e flores foram colocadas sobre os caixões enfileirados durante o sepultamento.
Os corpos foram retirados dos escombros de um edifício residencial destruído por bombas havia mais de dois anos. A operação ocorreu tardiamente por causa da escassez de maquinário e da dificuldade de acesso ao local, em meio à destruição deixada pelo conflito.
A guerra começou após os ataques de 7 de outubro de 2023, quando o Hamas fez centenas de reféns e matou 1 200 pessoas do lado israelense. Desde então, 73 000 pessoas morreram em terras palestinas, de acordo com a contagem apresentada no texto. O número continuou aumentando mesmo depois da trégua firmada há quase um ano.
Disputa sobre o controle do território
O acordo mediado pelos Estados Unidos previa o fim das hostilidades e o recuo do Exército de Israel. Na prática, as tropas avançaram e passaram a ocupar 70% da área. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirma que os militares permanecerão no território até que o Hamas entregue todas as armas.
A exigência é considerada inalcançável no cenário descrito. Enquanto isso, o ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben-Gvir, defende o esvaziamento total da faixa nos próximos anos, o que significaria a expulsão de seus 2 milhões de habitantes.
O sepultamento ocorreu enquanto a trégua não encerra as mortes e a destruição na Faixa de Gaza continua sendo revelada com a retirada de corpos dos escombros.








