O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo, 20, que avalia se deve atacar o Irã por completo, em meio à escalada de tensão no Oriente Médio e aos impasses sobre a reabertura do Estreito de Ormuz. Em entrevista, ele disse: “É melhor se comportarem”.
Trump declarou que suas opções incluem negociar um acordo, deixar o Irã “apodreça economicamente” ou eliminar o país. O presidente americano também afirmou que “grandes coisas acontecerão em um futuro não tão distante”, sem detalhar quais seriam as medidas.
A declaração ocorreu após Trump encurtar sua estadia em Camp David, complexo presidencial localizado na zona rural de Maryland, e retornar à Casa Branca. Não houve explicação oficial para a mudança de planos.
Alertas e ameaças
A volta aconteceu pouco depois de membros dos houthis, do Iêmen, lançarem um míssil balístico contra Riad, na madrugada de sábado. O ataque ocorreu após um incêndio perto do aeroporto internacional da capital saudita.
O Departamento de Estado e várias embaixadas emitiram alertas de segurança para cidadãos americanos. Os comunicados citaram o potencial de uma escalada imprevista e disseram que os houthis, apoiados pelo Irã, têm realizado hostilidades contra a Arábia Saudita, inclusive contra aeroportos civis.
O Departamento de Estado afirmou que o conflito militar pode se ampliar rapidamente e recomendou que americanos fora do Oriente Médio reconsiderem seriamente viagens para a região ou com passagem por ela.
O Irã declarou que retaliará bases americanas sem qualquer limitação caso volte a ser atacado. Também afirmou que responsabilizará e atacará países do Oriente Médio que ajudarem nos bombardeios dos Estados Unidos.
Trump disse que autoridades iranianas estão se escondendo e que isso impede as negociações para encerrar o conflito. Ele afirmou ainda que provavelmente aceitaria se encontrar com o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, na Assembleia Geral da ONU na próxima semana.
O Irã informou que enviou aos Estados Unidos uma nova lista de exigências para um acordo, mas considerou impossível retomar as negociações enquanto as condições não forem atendidas e os compromissos americanos não forem respeitados.








