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Ulrich Siegmund lidera vitória inédita da extrema direita na Alemanha
Foto: Christian Schroedter/IMAGO
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Ulrich Siegmund lidera vitória inédita da extrema direita na Alemanha

Candidato da AfD venceu eleição estadual na Saxônia-Anhalt com cerca de 44% dos votos e defende ampliar deportações.

Ulrich Siegmund, de 35 anos, foi o principal nome da vitória inédita da extrema direita em uma eleição regional na Alemanha desde o fim da Segunda Guerra Mundial. Candidato do partido AfD (Alternativa para a Alemanha), ele recebeu cerca de 44% dos votos na Saxônia-Anhalt, no leste do país — mais que o dobro do resultado da CDU, partido do chanceler Friedrich Merz.

O resultado foi anunciado por volta das 19h30 (horário de Brasília). Siegmund venceu a disputa pelo cargo de governador do estado, que tem cerca de 2,1 milhões de habitantes. A ascensão política foi impulsionada pela popularidade que ele conquistou nas redes sociais. Antes de entrar para a política, ele trabalhava como vendedor de aromatizadores de ambiente.

Em entrevista à emissora pública ARD, Siegmund disse estar disposto a conversar com forças que defendem mudanças políticas na Alemanha. “Fizemos história neste país”, afirmou, ao dizer que estendia a mão a grupos democráticos.

Segurança e imigração

O plano de governo do candidato da AfD prioriza a segurança. Entre as propostas estão o aumento das deportações, a expulsão de solicitantes de asilo que tiveram pedidos rejeitados e a ampliação dos centros de detenção para imigrantes.

A vitória ocorre em meio a controvérsias envolvendo o partido. Líderes da AfD mantêm relações próximas com a Rússia, e alguns já fizeram comentários sobre a era nazista, incluindo declarações que minimizaram o Holocausto.

Em entrevista em podcast ao site Politico, Siegmund afirmou que não poderia “presumir julgar” se o Holocausto foi o pior crime da humanidade. Ele também não condenou apoiadores que entoavam seu sobrenome no estilo da saudação nazista, “Sieg Heil”.

Registros históricos indicam que cerca de seis milhões de judeus foram assassinados pela Alemanha nazista entre 1933 e 1945. O regime também perseguiu e matou milhões de pessoas de outros grupos, como negros, pessoas com deficiências, ciganos e opositores políticos.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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