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Leão XIV diz que extrema direita não representa o cristianismo
Foto: Alberto Pizzoli/AFP
Mundo

Leão XIV diz que extrema direita não representa o cristianismo

Papa afirmou que a Igreja deve defender valores de compreensão, compaixão e bem comum diante do avanço de grupos extremistas na Europa.

O papa Leão XIV afirmou nesta segunda-feira, 29, que o avanço da extrema direita na Europa não representa uma expressão autêntica do cristianismo. A declaração foi dada a jornalistas durante o voo de volta a Roma, depois da passagem do pontífice por Metz, no leste da França.

Questionado sobre uma possível viagem à Alemanha e sobre a relação entre a perda de influência da Igreja Católica e o crescimento de partidos extremistas, Leão XIV disse que pretende visitar o país, mas ainda não definiu uma programação. Ele também afirmou que seria necessário analisar se há uma ligação entre os dois fenômenos e de que forma ela poderia ocorrer.

O papa declarou que quer manter contato com lideranças protestantes e católicas alemãs. Segundo ele, representantes das duas tradições já se posicionaram contra o uso da religião para justificar posições radicais.

Leão XIV defendeu que a Igreja se baseie nos valores do Evangelho e se aproxime de pessoas dispostas a compreender a importância da participação política. Para o pontífice, as escolhas devem considerar o bem comum, e não ideias extremistas capazes de provocar danos à sociedade.

“Mais uma vez, de nossa parte, como Igreja, por meio da Doutrina Social da Igreja, cabe-nos falar, ensinar e pregar aquilo que acreditamos serem valores que promovem a vida, e não a destruição, a divisão e o ódio”, afirmou.

Cenário na Alemanha

O principal partido de extrema direita da Alemanha é a Alternativa para a Alemanha (AfD), acompanhada pela polícia por causa de seu radicalismo e da simpatia de parte de seus integrantes por ideias associadas a Adolf Hitler.

Em setembro de 2026, a legenda conquistou as eleições estaduais da Saxônia-Anhalt, no leste alemão, com cerca de 44% dos votos. Os políticos do partido tentam formar uma coalizão para assumir o governo estadual.

O chanceler Friedrich Merz, da União Democrata-Cristã (CDU), que terminou quase trinta pontos atrás da AfD, declarou: “A Alemanha nunca mais será a mesma”.

A secretária-geral da CDU, Franziska Hoppermann, afirmou que não haverá cooperação com a extrema direita. A possibilidade de a AfD chegar ao poder também depende da Aliança Sahra Wagenknecht (BSW), partido de esquerda radical liderado por Sahra Wagenknecht.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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