A Advocacia-Geral da União vai recorrer da decisão de André Mendonça que determinou o afastamento temporário de Andrei Passos Rodrigues do cargo de diretor-geral da Polícia Federal. Mesmo com a contestação, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva pretende cumprir a ordem do ministro do STF.
A AGU deve sustentar que a nomeação e o afastamento do chefe da PF são prerrogativas exclusivas da Presidência da República. O objetivo será tentar reverter a decisão e defender a competência do presidente para tratar do cargo.
Aliados de Lula avaliam que a determinação teve caráter político e colocou o governo em uma situação delicada. Na avaliação deles, tanto recorrer quanto deixar de contestar a medida poderia produzir efeitos políticos para o presidente.
A orientação é conduzir o caso com cautela, para evitar que a crise avance dentro do Palácio do Planalto. O governo também pretende se diferenciar da postura adotada por Jair Bolsonaro quando esteve à frente do Executivo.
Bolsonaro questionava e, em alguns casos, desrespeitava decisões judiciais. Por isso, mesmo discordando da ordem de Mendonça, o governo decidiu cumpri-la e apresentar recurso para tentar mudar o afastamento.








