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CNJ determina operação da PF contra desembargador do TRF-1
Foto: Reprodução/TRF-1
Política

CNJ determina operação da PF contra desembargador do TRF-1

Newton Ramos é citado em mensagens de Daniel Vorcaro como integrante da chamada “Turma do KN”, ligada a Kassio Nunes Marques.

A Polícia Federal realiza uma operação, por determinação do Conselho Nacional de Justiça, contra o desembargador Newton Ramos, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região. A ação ocorre no gabinete do magistrado e foi autorizada pelo corregedor nacional de Justiça, Benedito Gonçalves.

Ramos é citado em mensagens extraídas do celular de Daniel Vorcaro como integrante da chamada “Turma do KN”, referência ao ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal.

Contrato de advocacia

A investigação está relacionada aos desdobramentos do caso Banco Master. As mensagens revelaram um contrato de advocacia de R$ 427 milhões envolvendo os investigados.

O acordo foi firmado com o escritório Queiroga, Vieira, Queiroz & Ramos Advocacia, que tem Camilla Ramos, esposa de Newton Ramos, como sócia. O contrato previa serviços em 12 ações do Banco Master contra a União, relacionadas ao setor sucroalcooleiro.

O documento estabelecia honorários de 5% líquidos sobre o valor recebido pelo banco. Em caso de vitória nos processos, os pagamentos poderiam chegar a R$ 427 milhões e deveriam ser feitos em até cinco dias após a obtenção dos resultados.

As ações poderiam liberar R$ 8,5 bilhões em precatórios. Em mensagem de junho de 2025, Camila comemorou uma vitória em um processo analisado pela Segunda Turma do STF e mencionou um voto de Nunes Marques.

Newton Ramos integra o TRF-1 desde 2023. Antes disso, atuou como juiz auxiliar de Kassio Nunes Marques quando o ministro ocupava a vice-presidência do tribunal.

Relação com Daniel Vorcaro

As mensagens indicam que Ramos intermediava pedidos atribuídos a Nunes Marques junto a Vorcaro. Entre as tratativas estavam hospedagens no hotel Fasano, ingressos para camarotes e o aluguel de uma casa durante o Carnaval de 2025.

O assessor de Vorcaro, Leonado Serrano Giunchetti, também participou de parte das negociações. Em fevereiro de 2025, ele perguntou sobre a inclusão de 6 nomes em uma lista de camarote, associando os pedidos à “Turma do KN” e a Newton.

Outras mensagens mencionaram pagamentos que seriam destinados a Kevin Marques, filho do ministro. Nunes Marques negou que o filho tenha prestado serviços ao Banco Master.

Em nota, Newton Ramos afirmou que mantinha relação pessoal com Vorcaro antes dos fatos investigados. Disse que o empresário foi consultado sobre imóveis e transportes por causa de sua participação na empresa Prime You e declarou: “nunca julguei qualquer causa de interesse do Banco Master”.

Manifestação de Nunes Marques

Kassio Nunes Marques classificou a divulgação das mensagens como uma tentativa de criar uma narrativa para incriminá-lo. O ministro afirmou que nunca autorizou ninguém a falar em seu nome, não conversou nem trocou mensagens com Daniel Vorcaro e nunca votou a favor de Vorcaro ou do Banco Master.

Nunes Marques também disse que o processo julgado por ele no STF não tinha relação com as ações sobre precatórios defendidas pela advogada Camila, que tramitavam no Superior Tribunal de Justiça. Ele afirmou ainda que se declarou impedido no julgamento sobre menções de Vorcaro ao ministro Alexandre de Moraes.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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