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Medidas pré-eleitorais exigem ajuste de R$ 42,3 bilhões no Orçamento de 2027
Foto: Roberto Stuckert Filho/PR
Política

Medidas pré-eleitorais exigem ajuste de R$ 42,3 bilhões no Orçamento de 2027

Reajuste do Bolsa Família, Desenrola 3.0 e proibição das bets alteram despesas e receitas previstas pelo governo federal.

O governo federal terá de ajustar em R$ 42,3 bilhões o Orçamento de 2027 por causa de três medidas adotadas antes das eleições: o reajuste do Bolsa Família, o Desenrola 3.0 e a proibição das chamadas bets.

A equipe econômica precisará atualizar o PLOA (projeto de lei orçamentária anual) de 2027, enviado em agosto ao Congresso Nacional. O texto deverá ser votado pelo Legislativo até o fim de 2026. A execução do orçamento, no entanto, ficará sob responsabilidade do governo do candidato vencedor nas urnas.

Os ministérios da área econômica afirmam que a proposta continuará dentro da meta fiscal. O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, disse em entrevista coletiva na sexta-feira (25) que o impacto do novo programa de renegociação de dívidas ficará para o ano que vem.

Impacto das medidas

O Tesouro Nacional prevê comprar dos bancos cerca de R$ 150 bilhões em dívidas da população, com deságio em torno de 90%. O custo estimado para o Orçamento de 2027 é de R$ 15 bilhões. Com a operação, os brasileiros passarão a dever ao governo, em vez de às instituições financeiras, por valores menores.

O total, porém, poderá mudar conforme o deságio obtido no leilão de dívidas com as instituições financeiras.

A proibição das casas de apostas esportivas também reduzirá a arrecadação federal em cerca de R$ 5,3 bilhões. A receita estava prevista no PLOA de 2027.

Já o aumento do Bolsa Família, com a elevação do piso de R$ 600 para R$ 691, deverá gerar uma despesa adicional de R$ 22 bilhões no ano que vem, conforme os cálculos da equipe econômica.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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