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Política

Augusto Cury condiciona impeachment de ministros do STF à prova de corrupção

Candidato do Avante também propõe mandatos de oito anos e mudanças na escolha dos integrantes da Corte e do comando da Polícia Federal.

O candidato do Avante à Presidência, Augusto Cury, afirmou que ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) devem sofrer impeachment caso seja comprovado que cometeram corrupção. Durante uma sabatina, ele também criticou o protagonismo atribuído à Corte e defendeu mudanças nas regras de escolha e permanência dos ministros.

Cury disse que qualquer integrante do Supremo deve responder à sociedade. “Se se corrompeu e provou, tem de ser impichado mesmo”, afirmou. Na avaliação do candidato, os ministros são servidores dos contribuintes e precisam prestar contas.

Mudanças no STF

Para Cury, o Supremo ocupa espaço excessivo no debate político brasileiro. Ele afirmou que o país deveria concentrar esforços em questões como a regularização de imóveis, a situação das comunidades e a educação, em vez de manter a discussão centrada na atuação dos ministros.

“Eu acho vergonhoso o STF ganhar tanto protagonismo”, disse. O candidato também declarou que os ministros “não são deuses” e defendeu uma atuação mais discreta da Corte para preservar o equilíbrio entre os Poderes.

Se eleito, Cury afirmou que pretende provocar o Congresso a alterar a Constituição e acabar com a vitaliciedade dos ministros. A proposta é criar mandatos de oito anos, sem possibilidade de recondução.

Ele também sugeriu mudanças na composição do STF. Segundo a proposta, dois terços dos ministros seriam juízes de carreira, dois ou três viriam do Ministério Público e um seria advogado, de preferência. As próprias categorias participariam da formação de uma lista tríplice, com o objetivo de reduzir a interferência direta do presidente da República nas indicações.

Polícia Federal e permanência no poder

Cury defendeu ainda que delegados de classe especial elaborem uma lista tríplice para a escolha do diretor-geral da Polícia Federal. O presidente escolheria um nome entre os indicados. Para o candidato, o modelo reduziria interferências políticas na corporação.

Ele afirmou ter total respeito pela Polícia Federal e mencionou treinamentos de gestão da emoção que ministrou para integrantes da instituição ao longo dos últimos anos.

Cury declarou ser contra a reeleição e defendeu uma mudança constitucional para limitar a permanência de presidentes no cargo. Também afirmou que não pretende fazer carreira política nem permanecer no poder.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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