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Campanha de Lula elevou críticas a Moraes durante crise no STF
Foto: Agência Brasil
Política

Campanha de Lula elevou críticas a Moraes durante crise no STF

O presidente passou de uma postura institucional a cobranças por investigações e tentou se afastar da indicação de Alexandre de Moraes ao STF.

A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mudou gradualmente o discurso sobre a crise no Supremo Tribunal Federal (STF) e a defesa de uma investigação envolvendo o ministro Alexandre de Moraes.

No início, a orientação era afirmar que os fatos não tinham relação com a campanha, criticar vazamentos seletivos e defender a retirada do sigilo do caso Dark Horse. Com o impacto da crise sobre o grupo político, o PT testou o discurso antissistema em um vídeo de Edinho Silva, presidente do partido.

Dois dias depois, Lula gravou vídeos para as redes sociais e aumentou o tom contra o caso Master. O presidente citou a gravidade dos acontecimentos no STF, mas não mencionou nominalmente nenhum ministro. Defendeu investigações “doa a quem doer” e sem blindagens.

Em 4 de setembro, Lula afirmou que o presidente do STF, Edson Fachin, e a Procuradoria-Geral da República (PGR) deveriam conduzir um processo para preservar a integridade e a confiança nas investigações.

Mudança de discurso

O PT também passou a usar mensagens sobre Daniel Vorcaro. Peças divulgadas pela militância diziam que “no governo Bolsonaro, Vorcaro virou banqueiro e no governo Lula, prisioneiro”.

Lula, porém, demorou a citar Moraes, que passou a ser alvo de suspeitas após um relatório apontar 52 trocas de mensagens com Vorcaro e uma consulta sobre uma possível fuga do país antes da prisão.

Em entrevista ao SBT, o presidente afirmou: “Se o Alexandre de Moraes é culpado, ele tem que pagar. Se o Mendonça é culpado, ele tem que pagar. Se o Fachin é culpado, ele tem que pagar”.

Depois da sessão da última terça-feira (15), quando um pedido de vista de Flávio Dino interrompeu o andamento do processo, Lula passou a falar de Moraes com mais ênfase. No podcast DL Show, no dia seguinte, disse que não era presidente quando o ministro foi indicado ao STF.

Moraes chegou à Corte em 2017, indicado pelo então presidente Michel Temer para a vaga de Teori Zavascki. Lula também afirmou que Flávio Dino, então senador, teria votado pela indicação.

Ao mesmo tempo, o PT orientou candidatos a outros cargos a cobrar investigações e a elevar as críticas a Flávio Bolsonaro (PL) e ao governo Bolsonaro. A estratégia buscava sustentar que Lula não está envolvido, enquanto Flávio é investigado. Perfis petistas e do próprio presidente também retomaram referências à “fila do osso”, à pandemia do coronavírus e às queimadas para comparar as duas gestões.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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