Vitor Marques e Vinicius Poit defenderam a abertura de uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes no Supremo Tribunal Federal. O debate ocorreu na segunda-feira (14), no programa O Grande Debate, exibido de segunda a sexta-feira, às 23h.
O STF realiza nesta terça-feira (15) uma sessão plenária extraordinária para discutir mensagens trocadas entre Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. A possibilidade de uma apuração formal dentro da própria Corte passou a ser debatida a partir desses elementos.
Vinicius Poit apoiou a investigação e afirmou que uma apuração não equivale a uma condenação. Para ele, caso não tenha ocorrido irregularidade, o procedimento também poderia permitir que Moraes esclarecesse os fatos.
Poit citou 52 mensagens enviadas por Vorcaro ao ministro, cujas respostas não são conhecidas, além de encontros entre os dois e de uma pergunta sobre a possibilidade de o ex-banqueiro deixar o país. Também mencionou um contrato de R$ 131 milhões do escritório da esposa de Moraes com o banco de Vorcaro e um repasse de R$ 80 milhões para o mesmo escritório.
Garantias processuais
Vitor Marques também se posicionou a favor da investigação, mas ressaltou que Moraes deve ter garantidos a presunção de inocência, o devido processo legal, o contraditório e a ampla defesa.
O advogado citou Aristóteles ao defender que nenhuma instituição está acima da lei. Segundo Marques, o STF precisa recuperar prestígio e autoridade perante a sociedade brasileira.
Marques ainda mencionou o caso Dark Horse, cujo sigilo foi levantado recentemente. Segundo ele, o caso mostraria que um candidato a presidente da República fez um pedido a Daniel Vorcaro, que agora é investigado.
“É importante que a verdade venha à tona, mas sempre pautada pela racionalidade”, afirmou Marques. Poit, por sua vez, declarou: “Investigar não é condenar”.








