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Escritório de Viviane confirma uso de jatos por Alexandre de Moraes
Foto: Reprodução/Sophia Santos/STF
Política

Escritório de Viviane confirma uso de jatos por Alexandre de Moraes

Barci de Moraes disse que contratou a Prime Aviation e negou a presença de Daniel Vorcaro nos voos realizados por integrantes do escritório.

O escritório Barci de Moraes confirmou neste domingo (20) que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), viajou em aeronaves operadas pela Prime Aviation, empresa ligada ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro. A banca tem como sócia Viviane de Moraes, mulher do ministro.

Em nota, o escritório afirmou que contrata serviços de táxi aéreo de diferentes empresas e que a Prime Aviation está entre as utilizadas. Segundo a banca, Daniel Vorcaro e outras pessoas de fora do escritório não estavam nos voos feitos em aeronaves da empresa. Viviane foi acompanhada pelo marido em algumas dessas viagens.

A nota também diz que a contratação segue critérios operacionais e não estabelece vínculo pessoal com proprietários de aeronaves ou operadores. De acordo com o escritório, a escolha dos aviões cabe às empresas de aviação civil contratadas. A banca negou ainda ter contrato de prestação de serviços advocatícios com a Prime Aviation ou ter adquirido cotas da empresa.

Um vídeo divulgado neste domingo mostra Moraes e Viviane desembarcando no Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, após uma viagem de jatinho. O registro foi feito em 22 de agosto de 2025. A aeronave era um Legacy 650, de matrícula PP-NLR, que pertencia a uma empresa de Vorcaro.

Contratos sob investigação

A viagem ocorreu depois de negociações para um possível segundo contrato entre o escritório de Viviane e empresas ligadas a Vorcaro, no valor de R$ 50 milhões. A banca nega que esse acordo exista.

A Polícia Federal informou que o contrato teria sido assinado pelo escritório e pela Viking Participações em 12 de maio de 2025, com previsão de três anos de serviços. Em 19 de maio, as partes teriam firmado um acordo para estabelecer o pagamento. Desse total, R$ 40 milhões em honorários seriam quitados com participações em duas empresas ligadas à operação de aeronaves.

O acordo com a Viking teria sido posterior a um contrato entre o Banco Master e o escritório Barci de Moraes. Assinado em janeiro de 2024, o documento previa 36 parcelas mensais de R$ 3,6 milhões, totalizando R$ 131 milhões se fosse cumprido integralmente. Após os impostos, o valor líquido seria de R$ 108 milhões.

Em defesa apresentada ao STF na terça-feira (15), Moraes negou a existência de um segundo contrato ou de outro vínculo entre o escritório de sua família, o Banco Master, Vorcaro e empresas ligadas a ele. No fim de março, o gabinete do ministro também havia negado que ele tivesse usado aeronaves de empresas do ex-dono do banco.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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