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STF define rito para julgar mensagens de Moraes e Vorcaro
Foto: Gustavo Moreno/STF
Política

STF define rito para julgar mensagens de Moraes e Vorcaro

Sessão plenária começa às 10h e terá voto de Fachin antes da análise dos demais ministros; participação de alguns envolvidos ainda é dúvida.

O Supremo Tribunal Federal definiu o rito da sessão plenária que analisará as mensagens trocadas entre o ministro Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. O julgamento começa nesta terça-feira, às 10h, no horário de Brasília, e será transmitido ao vivo pela TV Justiça.

Após os procedimentos iniciais, o relator, ministro Edson Fachin, presidente do STF, fará a leitura do relatório. Na sequência, a Procuradoria-Geral da República poderá se manifestar, e os envolvidos terão a possibilidade de fazer sustentações orais. Fachin apresentará o primeiro voto depois dessas manifestações.

Ordem de votação

Os demais ministros votarão conforme o tempo de atuação na Corte. A sequência começa com Gilmar Mendes e segue com Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Alexandre de Moraes, Nunes Marques, André Mendonça, Cristiano Zanin e Flávio Dino.

Ainda não foi definido se Moraes, Mendonça, Toffoli e o procurador-geral da República, Paulo Gonet, poderão votar. Os quatro têm envolvimento direto no caso.

A sessão será aberta. O governo do Distrito Federal prevê reforço na segurança nos arredores do STF, com policiamento ostensivo e uso de drones. O esquema será semelhante ao adotado no julgamento da tentativa de golpe de Estado de 8 de Janeiro.

Mensagens e relatoria

O relatório da Polícia Federal apontou diálogos entre Moraes e Vorcaro em novembro de 2025, antes da primeira prisão do banqueiro. Dois dias antes de ser detido, Vorcaro teria perguntado ao ministro se deveria fugir.

André Mendonça era o relator deste processo e dos demais casos relacionados ao Banco Master. Moraes e a Procuradoria-Geral da República defendem a anulação das provas, sob o argumento de que um ministro do STF não pode solicitar a investigação de outro sem autorização dos demais integrantes da Corte.

Gonet também é citado no relatório. Diante da situação, Fachin assumiu a relatoria deste processo específico, enquanto Mendonça continua responsável pelos outros casos. Dias Toffoli deixou a relatoria após a divulgação de negócios feitos por sua família com um fundo ligado a Vorcaro, envolvendo um resort no Paraná.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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