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Levantamento aponta PL e Flávio Bolsonaro entre maiores usuários de deepfakes
Foto: PL/Redes sociais/Reprodução
Política

Levantamento aponta PL e Flávio Bolsonaro entre maiores usuários de deepfakes

Observatório identificou 413 conteúdos sintéticos na pré-campanha; 63% não tinham aviso de uso de inteligência artificial.

O senador Flávio Bolsonaro e o PL aparecem como os principais usuários políticos de deepfakes na pré-campanha, segundo levantamento do Observatório IA nas Eleições. A pesquisa identificou 413 conteúdos políticos sintéticos publicados entre 1 de janeiro e 15 de agosto de 2026.

Do total, 63% não informavam que haviam sido produzidos com inteligência artificial, e 40% continham desinformação. O levantamento é mantido pela Data Privacy Brasil e pelo Aláfia Lab.

As publicações com críticas ou ataques representaram 64% dos casos. Endossos a candidatos e causas somaram 34%, enquanto 60% das peças adotaram tom jocoso, com mensagens de sátira. Políticos responderam por 35% das postagens, mais de três vezes o registrado no segundo semestre de 2025.

Alvos e formatos

Flávio Bolsonaro e o deputado Mário Frias foram apontados como os políticos que mais recorreram à ferramenta. Com isso, o PL liderou a aplicação do recurso na comunicação com eleitores. A maior parte dos conteúdos, porém, foi criada por usuários anônimos, inclusive para gerar engajamento em perfis falsos.

O principal alvo foi o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Foram 112 conteúdos, ou mais de 25% do total, com manipulação da imagem ou da voz dele. Flávio Bolsonaro apareceu em 57 casos; o ex-presidente Jair Bolsonaro, em 38; e o deputado Nikolas Ferreira, em 10.

Também foram identificados conteúdos envolvendo os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, com 13 casos, e Dias Toffoli, com 5. As primeiras-damas Janja da Silva e Michelle Bolsonaro apareceram em 5 e 4 casos, respectivamente. Jornalistas também foram vítimas.

O observatório encontrou ainda 15 avatares gerados por inteligência artificial para comentar política no Brasil. Somados aos 14 identificados em 2025, eles chegam a 29. Um dos perfis mais populares, o da Dona Maria, não está mais no ar. Vídeos foram o formato mais popular, mas também houve peças em imagem e áudio, considerados mais difíceis de checar.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determina que as candidaturas informem de forma explícita, destacada e acessível quando um conteúdo foi fabricado ou manipulado e qual tecnologia foi usada. A corte também proíbe conteúdos sintéticos de pessoas reais ou fictícias para prejudicar ou favorecer candidatos.

A regra foi reforçada depois que o PL exibiu um avatar de Jair Bolsonaro em sua convenção, em julho. O TSE definiu que conteúdos com grau de realismo ou verossimilhança não podem ser usados na propaganda eleitoral. Para Matheus Soares, coordenador do projeto, as deepfakes se tornaram um recurso popular na comunicação política e levantam preocupações sobre a interferência no debate público e na escolha do voto.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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