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Jovens em ocupações expostas à IA enfrentam mercado de trabalho mais difícil
Economia

Jovens em ocupações expostas à IA enfrentam mercado de trabalho mais difícil

Estudo do Stanford Digital Economy Lab aponta emprego 19% abaixo do esperado entre profissionais de 22 a 25 anos em funções expostas à tecnologia.

Profissionais de 22 a 25 anos que atuam em ocupações muito expostas à inteligência artificial enfrentam um mercado de trabalho mais difícil. Uma análise revisada do Stanford Digital Economy Lab, publicada em agosto de 2026, identificou emprego 19% abaixo do esperado nesse grupo, na comparação com trabalhadores da mesma idade em funções menos expostas à tecnologia.

A análise foi feita por Erik Brynjolfsson, Bharat Chandar e Ruyu Chen a partir de registros de folha de pagamento da ADP. Os dados reúnem milhões de trabalhadores dos Estados Unidos e vão até junho de 2026.

O percentual não indica que 19% dos jovens tenham perdido o emprego por causa da IA. A medida compara a trajetória do emprego entre grupos submetidos a diferentes níveis de exposição à tecnologia. Os pesquisadores também ressaltam que os dados não permitem afirmar uma relação de causa e efeito, já que outros fatores econômicos podem ter influenciado o resultado.

A diferença, porém, aumentou ao longo do período analisado. Em julho de 2025, o indicador mostrava uma defasagem de 15%. Em junho de 2026, o número chegou a 19%.

Contratações e tipos de ocupação

Segundo os pesquisadores, a mudança parece estar ligada principalmente à redução nas contratações de jovens, e não a um crescimento expressivo das demissões. O efeito é maior em funções nas quais a IA tende a automatizar tarefas, em vez de apenas apoiar o trabalho realizado pelos profissionais.

Entre as áreas observadas estão desenvolvimento de software, atendimento ao cliente e funções administrativas. Para quem está no início da carreira, atividades usadas como porta de entrada podem ser parcialmente automatizadas ou reorganizadas.

O estudo não encontrou diferença semelhante entre profissionais mais experientes. Em algumas funções, o emprego desse grupo permaneceu estável ou cresceu. Também há distinção entre ocupações nas quais a IA complementa o trabalho e aquelas em que a tecnologia substitui tarefas antes feitas por pessoas.

Apesar do resultado entre os jovens, o Stanford Digital Economy Lab não identificou deslocamento generalizado de trabalhadores por IA na economia como um todo. Os efeitos, segundo os pesquisadores, estão concentrados em grupos e ocupações específicos.

Os autores afirmam que ainda não é possível saber se a diferença entre os jovens continuará aumentando, ficará estável ou diminuirá. Novos dados deverão acompanhar essa evolução e indicar como a tecnologia afeta as oportunidades de entrada em determinadas profissões.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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