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Delegado pede ao STF acesso a dados de autoridades ligados à Igreja Lagoinha
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Política

Delegado pede ao STF acesso a dados de autoridades ligados à Igreja Lagoinha

Pedido ao ministro André Mendonça envolve comunicações financeiras omitidas pelo Coaf em relatório sobre unidade da igreja em Belo Horizonte.

O delegado Daniel Penido de Britto pediu ao ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça o compartilhamento integral de comunicações financeiras que teriam sido omitidas pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). Os dados envolvem movimentações de uma unidade da Igreja Batista da Lagoinha Belvedere, em Belo Horizonte, e podem incluir autoridades com foro privilegiado.

O pedido foi feito no processo relatado por Mendonça e solicita que o ministro determine ao Coaf o envio das informações, pelo menos, desde 2020. Quando há pessoas com prerrogativa de foro, cabe ao próprio Supremo autorizar a quebra do sigilo.

O relatório de inteligência financeira aponta que a unidade movimentou 57,1 milhões de reais entre dezembro de 2024 e dezembro de 2025, em operações consideradas atípicas. O delegado afirmou ao ministro que o Coaf deixou de incluir determinadas comunicações porque elas poderiam envolver autoridades protegidas pelo foro especial.

A igreja era administrada por Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. Zettel está preso desde março deste ano e é investigado como operador financeiro da organização criminosa atribuída ao banqueiro. Vorcaro está preso desde novembro do ano passado. O esquema teria provocado um rombo estimado em mais de 50 bilhões de reais.

Movimentações analisadas

O volume chamou a atenção do Coaf porque o faturamento anual presumido da unidade era de 950 000 reais. O órgão suspeita que as transações possam ter sido usadas para dificultar a identificação da origem, do destino e dos destinatários finais dos recursos.

Segundo o Coaf, Zettel fez mais de 20 lançamentos na conta da igreja, totalizando 19,2 milhões de reais. A conta também recebeu 120 000 reais de Henrique Vorcaro, pai do dono do Master.

Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, apontado como o “Sicário” da milícia privada de Daniel Vorcaro, fez onze depósitos que somaram 22 mil reais. Ele foi encontrado morto em uma cela da Polícia Federal; as autoridades apontaram suicídio como hipótese.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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