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Protestos pressionam governo sérvio antes de eleição parlamentar em outubro
Foto: Reprodução/X
Política

Protestos pressionam governo sérvio antes de eleição parlamentar em outubro

Aleksandar Vucic dissolveu o Parlamento e marcou a votação para 25 de outubro de 2026, antes do calendário previsto.

O Partido Progressista Sérvio indicou Aleksandar Vucic para disputar o cargo de primeiro-ministro nas eleições parlamentares de 25 de outubro de 2026. A decisão foi anunciada depois que o presidente dissolveu o Parlamento nessa quarta-feira (9/9).

Vucic está no centro do poder sérvio desde 2014, quando se tornou primeiro-ministro. Em 2017, assumiu a Presidência e continua no cargo. Como não pode concorrer a um novo mandato presidencial, ele poderá deixar a função caso seu partido mantenha a maioria e consiga formar o governo.

Ainda não há definição sobre quando ocorreria uma eventual renúncia à Presidência. O Partido Progressista Sérvio segue como uma das principais forças políticas do país, mas enfrenta a expansão de movimentos oposicionistas ligados aos protestos estudantis. Até o anúncio da eleição, esse grupo não havia informado se lançaria candidatura própria ou apoiaria uma aliança.

Pressão nas ruas

A convocação ocorre após quase dois anos de manifestações organizadas por estudantes e grupos da sociedade civil. Os atos começaram depois do desabamento da cobertura de uma estação ferroviária em Novi Sad, em novembro de 2024. O episódio deixou 16 mortos.

Os manifestantes atribuem responsabilidade ao governo e cobram respostas sobre corrupção, negligência e falta de transparência. Com o passar do tempo, os protestos incorporaram pedidos de mudanças políticas, responsabilização de autoridades e realização de novas eleições.

Ao justificar a antecipação, Vucic citou o aumento das tensões e dos conflitos políticos nos últimos meses. Em pronunciamento transmitido pela televisão, afirmou que manter o calendário anterior poderia colocar a democracia sérvia em risco.

A disputa também deve medir a força do governo diante da pressão popular. Críticos acusam a administração de limitar a liberdade de imprensa, enfraquecer instituições democráticas e conservar vínculos com grupos associados ao crime organizado. Vucic e aliados rejeitam as acusações.

O resultado pode afetar ainda a relação da Sérvia com a União Europeia. A entrada do país no bloco está paralisada em meio a críticas sobre retrocessos democráticos e à posição de Belgrado em relação à Rússia e à China.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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