São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Dólar R$ 5,18 · Euro R$ 5,88 · Ibovespa 186.340 +0,00% São Paulo 23°C 18° / 28°
A notícia como ela é
Polícia Civil aponta faturas de R$ 8,5 milhões em investigação sobre Wi-Fi Livre
Foto: Reprodução/CNN
Política

Polícia Civil aponta faturas de R$ 8,5 milhões em investigação sobre Wi-Fi Livre

Investigação afirma que documentos apresentados pelo Instituto Conhecer Brasil teriam inconsistências fiscais e documentais.

A Polícia Civil de São Paulo afirma, em uma representação, que o Instituto Conhecer Brasil apresentou quatro faturas consideradas inidôneas, emitidas por outra empresa, em valores que somam R$ 8,5 milhões. Os documentos estariam relacionados à locação de equipamentos eletrônicos no projeto Wi-Fi Livre.

De acordo com a investigação, as faturas não teriam validade ou lastro fiscal porque não houve emissão das respectivas notas fiscais nem recolhimento dos tributos municipais. O documento também registra que as faturas teriam numeração sequencial, sido emitidas no mesmo dia e apresentado a mesma data de vencimento, embora tivessem valores fracionados.

A representação policial afirma que essas características indicariam uma montagem documental artificial para encobrir saídas ilegais de caixa. A investigação também aponta que parte dos pagamentos do projeto teria sido feita por meio de faturas comerciais, e não necessariamente com a emissão regular de notas fiscais de prestação de serviço.

Contrato e investigação

O Wi-Fi Livre é um projeto da Prefeitura de São Paulo para instalar pontos de internet gratuitos em várias regiões da capital. O serviço foi prestado pelo Instituto Conhecer Brasil, administrado por Karina Ferreira da Gama, que também é dona da Go Up Entertainment.

O contrato entre a Prefeitura de São Paulo e o instituto é da ordem de R$ 108 milhões. A prestação dos serviços é investigada pela Polícia Civil por suspeitas de irregularidades. Os documentos foram revelados neste domingo (13), no caso relatado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino.

Em nota, a defesa de Karina Gama afirmou que ela não praticou qualquer ilícito e que continuará colaborando com as autoridades. A defesa também declarou que investigação não equivale a acusação ou condenação e defendeu que contratos, pagamentos e demais documentos sejam analisados tecnicamente, dentro da legalidade.

A defesa disse ainda que Karina Gama já apresentou voluntariamente mais de 20 mil páginas de documentação e que a transparência favorece a apuração dos fatos. A Prefeitura de São Paulo foi procurada e aguardava posicionamento.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Entre na nossa newsletterO melhor da semana, sem spam.

Em alta

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5