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Justiça de SP autoriza apreensão em investigação sobre contrato do Wifi-Livre
Foto: Instagram/Jim Caviezel
Política

Justiça de SP autoriza apreensão em investigação sobre contrato do Wifi-Livre

Mandados contra o Instituto Conhecer Brasil incluem dinheiro, eletrônicos e documentos ligados à apuração de suspeitas no contrato de R$ 108 milhões.

O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo determinou buscas e apreensões no Instituto Conhecer Brasil, dentro do inquérito da Polícia Civil sobre possíveis irregularidades no projeto “Wifi-Livre”. A entidade tem contrato com a Prefeitura de São Paulo para instalar pontos de internet gratuitos.

A ordem judicial permite recolher dinheiro em espécie encontrado nos imóveis quando os valores ultrapassarem R$ 3 mil e não houver comprovação documental imediata de origem lícita ou quando houver relação com os desvios investigados. Os mandados também incluem equipamentos eletrônicos e documentos contábeis.

Suspeitas investigadas

A Polícia Civil apura suspeitas de superfaturamento, pagamento antecipado sem execução correspondente e desequilíbrio econômico-financeiro no contrato, cujo valor é de R$ 108 milhões. A investigação também aponta possíveis indícios de desvio de finalidade e confusão patrimonial.

O Instituto Conhecer Brasil é administrado por Karina Ferreira da Gama, que também controla a Go Up Entertainment Ltda. A empresa produz o filme biográfico sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Para a Polícia Civil, há suspeita de que recursos públicos do programa municipal tenham sido usados indiretamente para financiar a produção audiovisual.

A defesa de Karina Gama afirmou que recebeu com respeito a decisão do ministro Flávio Dino de retirar o sigilo dos elementos da investigação. Também declarou que a empresária já apresentou voluntariamente mais de 20 mil páginas de documentos e nega ter cometido qualquer ilícito.

“Investigar é legítimo. Esclarecer é do interesse de todos”, afirmou a defesa, que disse confiar na análise técnica dos documentos, contratos, pagamentos e demais circunstâncias do caso. A nota ressaltou ainda que investigação não equivale a acusação ou condenação e que Karina Gama continuará colaborando com as autoridades, exercendo o direito de defesa.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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