O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu o fim do fundo eleitoral e uma reforma política ampla para o país. As declarações foram dadas em entrevista gravada à rede Bandeirantes, que será exibida às 20h deste domingo (27/9), na BandNews TV e em outros veículos do grupo de comunicação.
Lula afirmou que o sistema atual permite que partidos recebam recursos sem controle suficiente sobre o uso do dinheiro. “Então isso já precisa acabar”, disse. Para o presidente, uma mudança nas regras também deve criar partidos com manifesto, compromisso com a sociedade, bandeira, programa e comportamento ético.
Na entrevista, Lula declarou que teria condições de conduzir essa reforma política. “Se eu não fizer, ninguém faz”, afirmou.
Segurança pública
O presidente também apresentou a proposta de criar uma polícia especial, vinculada a um futuro Ministério da Segurança Pública. Segundo Lula, a estrutura seria uma Força Nacional preparada para atuar em qualquer situação. Ele disse que, após a aprovação de uma emenda constitucional, o ministério poderia ser criado no dia seguinte.
Lula afirmou ainda que o combate à segurança pública deve alcançar os financiadores do crime, além dos integrantes que atuam nas comunidades. “Os bacanas estão no andar de cima, estão na cobertura, estão nos condomínios”, disse.
O governo federal reforçou esse discurso especialmente após a Operação Carbono Oculto, realizada em agosto passado e considerada a maior ação contra o crime organizado da história do país. A operação investigou um esquema criminoso no setor de combustíveis, com núcleos comandados pelo Primeiro Comando da Capital (PCC) e operadores da Faria Lima, centro financeiro do país, na cidade de São Paulo.








