RIO DE JANEIRO — O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira (18/9) que a resposta ao crime organizado deve combinar ações da União, do estado e do município. Durante um evento no Rio de Janeiro, ele apresentou uma estratégia integrada de segurança e rejeitou a classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas, feita pelo governo dos Estados Unidos.
A cooperação foi dividida em três frentes: proteção dos corredores logísticos, em parceria entre o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e o estado do Rio de Janeiro; recuperação territorial, também entre o ministério e o estado; e reforço da segurança municipal, em conjunto com a prefeitura do Rio.
Críticas ao governo dos Estados Unidos
Na última quarta-feira (16/9), o governo de Donald Trump acusou o Brasil de supostamente não combater de forma adequada as facções. A Casa Branca considera PCC e CV organizações terroristas estrangeiras e afirmou que o país foi transformado em um centro de distribuição global de cocaína.
Lula disse que não aceita essa classificação e afirmou que os ataques de 8 de Janeiro e o plano para matar autoridades na trama que buscava manter Jair Bolsonaro no poder após as eleições de 2022 são exemplos de terrorismo de Estado. Ele citou como possíveis alvos o próprio presidente, Geraldo Alckmin e Alexandre de Moraes.
“Eu não aceito a ideia de que as facções bandidas são terroristas como diz o [Donald] Trump”, afirmou Lula. O presidente também declarou que integrantes desses grupos praticam terrorismo contra a população.
Modelo de segurança
Segundo Lula, a experiência no Rio poderá estabelecer um novo padrão de segurança para o país. A proposta prevê a atuação conjunta das polícias Militar, Civil, Federal, Rodoviária Federal e da prefeitura, com o objetivo de dar tranquilidade aos moradores.
O plano citado pelo presidente prevê sufocar a logística e a mobilidade do crime, retomar territórios e fortalecer a capacidade de segurança das capitais e das cidades com mais habitantes. Lula também voltou a defender a criação do Ministério da Segurança Pública após a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública no Congresso Nacional.








