O chá de guaco não deve ser oferecido a bebês muito pequenos e é contraindicado para crianças até os 2 anos. Mesmo depois dessa idade, a recomendação é conversar com um pediatra antes de usar a bebida para aliviar a tosse.
Até os seis meses, a criança não deve receber nenhum alimento ou bebida além do leite materno ou, quando necessário, de fórmula específica. Após essa fase, o chá de guaco ainda exige cautela porque não há estudos robustos que comprovem sua segurança e eficácia para aliviar a tosse nessa faixa etária.
Riscos do preparo caseiro
O guaco é produzido a partir de plantas do gênero Mikania e contém cumarina, substância associada a parte de seus efeitos. No chá feito em casa, porém, não é possível ter certeza da quantidade presente na preparação.
Uma dose excessiva pode causar vômitos, diarreia e aumento da frequência cardíaca. A cumarina também pode potencializar os efeitos de anticoagulantes quando esses medicamentos estão sendo usados.
Na infância, o xarope de guaco costuma ser considerado uma opção mais segura do que o chá porque é produzido com uma dosagem estável. Ainda assim, é preciso escolher versões liberadas para uso pediátrico, que geralmente adotam os 2 anos como idade mínima, e seguir as instruções da bula sobre volume e frequência.
Tosse pode desaparecer sem remédio
A Sociedade Brasileira de Pediatria afirma que “a tosse, por ser um mecanismo de defesa normal do organismo, em sua grande maioria, tem uma resolução espontânea, sem uso de medicamentos específicos”. Em resfriados, é comum que o sintoma persista por cerca de 10 dias ou mais sem indicar, necessariamente, um problema mais sério.
Se a tosse continuar por vários dias, a orientação é procurar um pediatra para investigar as causas. Febre alta, vômitos, diarreia ou outras complicações também exigem avaliação médica.
O guaco, assim como outros xaropes e chás, pode aliviar sintomas, mas não trata a causa da tosse. Quando necessário, o tratamento da doença original deve ser definido por um médico após o diagnóstico.








