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Lula tenta recuperar espaço político em meio a crise no STF e campanha acirrada
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
Política

Lula tenta recuperar espaço político em meio a crise no STF e campanha acirrada

Presidente enfrenta Congresso turbulento, país dividido e perda de popularidade entre beneficiários do Bolsa Família.

A campanha à reeleição coloca Lula diante de uma combinação de dificuldades: uma disputa acirrada, um país dividido e uma crise no Supremo Tribunal Federal (STF) que parece favorecer Flávio Bolsonaro. O presidente tenta mostrar que ainda consegue atuar nos momentos decisivos da política nacional.

Durante quase cinquenta anos de carreira pública, Lula construiu a imagem de negociador capaz de formar alianças e contornar problemas. Gilberto Carvalho, que foi seu chefe de gabinete, costumava compará-lo a Pelé. “Nosso Pelé não pode ficar no banco de reservas”, dizia Carvalho ao defender novas candidaturas do líder petista.

Lula foi eleito diretamente para a Presidência da República três vezes. Depois de ser preso pela Operação Lava Jato, recuperou a liberdade e os direitos políticos antes de vencer a eleição de 2022. Nos mandatos anteriores, manteve canais de diálogo com a oposição, o mercado financeiro e o empresariado. Também recebeu a definição de “o cara”, feita pelo então presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e chegou a superar 80% de aprovação.

A avaliação sobre o atual mandato, porém, é diferente. Lula teria se afastado da negociação política, em um movimento associado à relação turbulenta com o Congresso. Também não teria arbitrado disputas internas entre ministros. O governo e a imagem pessoal do presidente enfrentam rejeição de metade da população.

A queda de popularidade entre beneficiários do Bolsa Família é apresentada como um sinal de perda de força política. O presidente também é descrito como menos rápido nas respostas e no raciocínio do que em períodos anteriores.

Pressão no Supremo

A crise no STF ampliou a pressão sobre Lula. Desde a volta ao governo, o presidente manteve uma parceria estratégica com a Corte. Diante da turbulência, declarou que “ninguém está acima da lei” e que “todos devem ser investigados, doa a quem doer”.

Até agora, Lula não manifestou solidariedade a Alexandre de Moraes nem defendeu que o ministro fosse exposto. Moraes pode ser investigado pelos colegas por causa de relações consideradas impróprias com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. A postura do presidente ainda pode mudar conforme os obstáculos e os objetivos políticos da campanha.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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