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Marco Aurélio apoia Mendonça após relatório da PF sobre Moraes
Política

Marco Aurélio apoia Mendonça após relatório da PF sobre Moraes

Ministro aposentado afirmou que André Mendonça agiu corretamente ao encaminhar o documento à PGR e criticou a conduta de Moraes no STF.

O ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal Marco Aurélio Mello afirmou que André Mendonça agiu corretamente ao retirar o sigilo de um relatório da Polícia Federal e encaminhá-lo à Procuradoria-Geral da República. Para ele, o momento vivido pela Corte representa uma “inversão de valores”.

“Eu penso que está havendo uma inversão de valores”, declarou Marco Aurélio. A manifestação ocorreu após a divulgação de mensagens trocadas entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e Alexandre de Moraes, citadas no documento da PF.

Críticas a Moraes

Na mesma entrevista, Marco Aurélio disse que Moraes “vem errando a mão” no Supremo. Questionado sobre a conduta do ministro, ele também afirmou que se arrepende de ter apoiado a indicação para o tribunal.

Em 2017, o então presidente Michel Temer indicou Moraes para o cargo de ministro da Suprema Corte. Marco Aurélio apoiou a escolha na época.

Encontros citados no relatório

O relatório da investigação da PF registrou encontros ocorridos entre fevereiro de 2024 e agosto de 2025. Conforme o documento, o primeiro contato foi intermediado em 2023 por Fábio Faria, ex-ministro das Comunicações no governo Bolsonaro, que enviou a Vorcaro o número de telefone de Moraes.

As mensagens analisadas indicam um jantar entre Moraes e Vorcaro em 2 de fevereiro de 2024, com a presença das esposas dos dois. Em novembro de 2024, houve outros encontros.

Em março de 2025, Vorcaro disse à esposa que estava com Moraes e depois repetiu a informação a um diretor do Banco Central. Em abril de 2025, afirmou que iria encontrar o ministro “perto de casa”.

As mensagens também mencionam o procurador-geral da República, Paulo Gonet, em uma conversa com Vorcaro intermediada pelo advogado Ciro Soares. O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, também aparece no relatório.

Moraes ainda não se manifestou oficialmente sobre as citações. A PGR pediu a nulidade do documento em parecer. Gonet afirmou que a investigação não poderia ter avançado daquela forma sem provocação do Ministério Público. A Procuradoria também questionou o tratamento dado a informações envolvendo autoridades com foro no Supremo.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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