Michelle Bolsonaro foi eleita para uma das duas vagas do Distrito Federal no Senado e dará início ao mandato em fevereiro de 2027. A outra cadeira ficou com Bia Kicis, também do PL.
A vitória consolida a atuação independente da ex-primeira-dama na política, embora sua campanha tenha tido pouca presença nas ruas. Michelle participou principalmente de gravações com candidatos que buscavam associar suas campanhas à popularidade construída durante o governo Bolsonaro e junto ao eleitorado evangélico.
Restrições durante a campanha
Michelle também enfrentou limitações para viajar e participar de comícios. Em pedidos dirigidos ao ministro Alexandre de Moraes, responsável no Supremo Tribunal Federal pelo cumprimento da pena de Jair Bolsonaro, ela solicitou autorização para que outra pessoa assumisse, por algumas horas, os cuidados com o ex-presidente.
As decisões impediram ausências prolongadas e inviabilizaram a ideia de que Michelle acompanhasse Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência, em eventos pelo país.
A relação entre Michelle e Flávio foi abalada em 24 de junho, quando ela publicou dois vídeos no Instagram e afirmou que havia sido “maltratada” e “humilhada” pelo enteado durante uma ligação. O conflito envolveu a definição de candidaturas e alianças do PL no Ceará.
Depois, Flávio pediu desculpas, e Michelle gravou vídeos ao lado dele para a propaganda eleitoral. O episódio foi deixado para trás durante a campanha.
A partir do mandato, que terá oito anos, Michelle deverá atuar no Senado em sintonia com Jair Bolsonaro. A Casa sabatina indicados para cargos de destaque da República e julga possíveis crimes de ministros do STF.
Para Rogério Marinho, coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro e líder da oposição no Senado, Michelle se tornou um nome importante do PL. “Sem dúvida nenhuma, ela vai continuar fazendo esse papel no futuro”, afirmou.







