SÃO PAULO — Ao menos 18 dispositivos apreendidos durante a investigação do filme Dark Horse foram devolvidos pela perícia da Polícia Civil de São Paulo para correção nos lacres. A informação consta em dois relatórios cujo sigilo foi retirado neste domingo (13) pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal. Juntos, os documentos têm 4.618 páginas.
Entre os itens estavam 9 notebooks, 5 celulares e 4 pendrives. Um escrivão registrou que, em 8 de junho, objetos encaminhados ao Instituto de Criminalística retornaram para que a lacração fosse refeita, com o objetivo de preservar a cadeia de custódia.
Os documentos indicam a necessidade de substituir os invólucros e colocar novos lacres para manter a integridade dos materiais. A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo informou que a recusa inicial teve caráter preventivo e ocorreu durante a etapa de protocolo técnico do Instituto de Criminalística.
O que diz a secretaria
A SSP-SP afirmou que os 27 dispositivos foram lacrados pela Polícia Civil nos locais das apreensões, na presença de testemunhas, e enviados à Superintendência da Polícia Técnico-Científica.
Segundo a secretaria, embora os lacres estivessem íntegros, algumas embalagens tinham pequenos espaços. Por isso, os materiais foram devolvidos para adequação, tiveram novos lacres colocados e depois foram recebidos pela perícia. A pasta declarou que não houve acesso, extração ou manipulação dos dados e que a cadeia de custódia não foi comprometida.
A SSP-SP também afirmou que a fotografia utilizada pela imprensa não mostra os objetos apreendidos na operação.
Liberação dos documentos
Além dos relatórios da Polícia Civil de São Paulo, Dino determinou a retirada do sigilo de todo o material relacionado à investigação da produtora do filme. O conteúdo estava sob responsabilidade da Vara Estadual das Garantias de Organizações Criminosas e Lavagem de Bens, Direitos e Valores do Foro Central Criminal Barra Funda, na Comarca de São Paulo.
Na decisão, o ministro disse que a medida busca garantir a “igualdade de todos perante a lei”. Na semana passada, ele também havia retirado o sigilo de documentos da Polícia Federal sobre o filme que conta a história do ex-presidente Jair Bolsonaro.








