São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Dólar R$ 5,18 · Euro R$ 5,88 · Ibovespa 186.340 +0,00% São Paulo 23°C 18° / 28°
A notícia como ela é
Em mensagem, Eduardo Bolsonaro cita que dinheiro para 'Dark Horse' vindo do Brasil seria 'problemático': 'Ideal seria haver recursos já nos EUA'
Foto: Jornal Nacional/Reprodução
Política

PGR aponta atuação de Eduardo Bolsonaro no financiamento de filme nos EUA

Documento baseado em investigação da PF cita orientações sobre remessas e pede apuração de valores e envolvidos na produção de “Dark Horse”.

Um documento da Procuradoria-Geral da República (PGR), baseado em investigações da Polícia Federal (PF), aponta que o ex-deputado Eduardo Bolsonaro orientou a gestão e o envio de recursos aos Estados Unidos para financiar o filme “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.

O parecer foi assinado em julho de 2026 pelo procurador-geral Paulo Gonet e autorizou a abertura de um inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) para investigar o financiamento transnacional da produção.

Mensagens e administração dos recursos

Investigadores obtiveram uma captura de tela de uma conversa atribuída a Eduardo Bolsonaro. O documento não informa quem era o destinatário direto da mensagem. No diálogo, Eduardo afirma que seria melhor manter os recursos nos Estados Unidos para evitar remessas graduais a partir do Brasil.

“Que dos EUA para os EUA é tranquilo”, diz o trecho atribuído a Eduardo. Ele também menciona a possibilidade de participação de Altieris Santana, que, segundo a apuração, dirigia o Havengate Development Fund, fundo sediado no Texas responsável por administrar os valores e repassá-los à produtora Go Up Entertainment.

A investigação cita um contrato de US$ 24 milhões, dividido em 14 parcelas. Em dezembro de 2024, o publicitário Thiago Miranda enviou ao banqueiro Daniel Vorcaro uma minuta de financiamento para o filme, que ainda tinha o nome “Capitão do Povo”.

Nos depoimentos, Thiago Miranda relatou pagamentos ao fundo, o uso de uma empresa nas Bahamas para repasses a mando de Vorcaro e a compra de malas destinadas à entrega de dinheiro vivo.

Pontos sob investigação

A PF afirmou que os valores previstos eram incompatíveis com referências do mercado audiovisual nacional e que seria necessário verificar a destinação efetiva do dinheiro e a viabilidade econômica da produção.

O parecer da PGR também aponta tratativas de Flávio Bolsonaro com Daniel Vorcaro sobre repasses, reuniões e o acompanhamento das gravações. Em setembro de 2025, Thiago Miranda informou a Vorcaro que Flávio queria encontrá-lo para mostrar trechos do filme. No dia seguinte, houve uma ligação entre os dois durante uma das remessas da Entre Investimentos para o fundo nos Estados Unidos.

A investigação deverá esclarecer a origem dos recursos, o uso da Entre Investimentos como intermediária, a função do Havengate Development Fund, os beneficiários finais e o papel de Flávio e Eduardo Bolsonaro na estruturação e na destinação dos aportes.

Flávio Bolsonaro negou que o dinheiro tenha sido destinado a Eduardo e declarou: “Todos os recursos que foram aportados neste fundo, que é específico para a produção do filme, foram usados integralmente para fazer o filme”.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Entre na nossa newsletterO melhor da semana, sem spam.

Em alta

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5