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Nacional - Eleição de Flávio Bolsonaro pode representar o fim do programa Farmácia Popular
Política

Plano de Flávio Bolsonaro não menciona Farmácia Popular

Programa atende milhões de pessoas e teve gratuidade e orçamento ampliados durante o governo Lula.

O Farmácia Popular não é citado no Plano de Governo 2027–2030 apresentado por Flávio Bolsonaro (PL) para a área da saúde. O documento tem 76 páginas e não apresenta compromisso específico com a continuidade ou a expansão do programa, que oferece medicamentos e insumos gratuitos em estabelecimentos credenciados.

Criado em 2004, no primeiro governo do presidente Lula, o programa beneficiou 27,3 milhões de brasileiros em 2025. Atualmente, reúne 28 mil farmácias credenciadas em mais de 4,9 mil municípios, com cobertura equivalente a 97% da população brasileira.

A falta de menção ao Farmácia Popular é apontada por gestores da saúde junto com o histórico de redução de recursos durante o governo Jair Bolsonaro. No último ano daquela gestão, o Projeto de Lei Orçamentária para 2023 enviado ao Congresso previa corte de 59% no orçamento do programa.

O valor autorizado em 2022 era de aproximadamente R$ 2,48 bilhões. Na proposta para 2023, o montante caiu para R$ 1,018 bilhão. Os dados estão no parecer da área da Saúde da Comissão Mista de Orçamento do Congresso Nacional. O Conselho Federal de Farmácia afirmou que a redução ameaçava o atendimento de cerca de 21 milhões de pessoas. O Conselho Nacional de Saúde recomendou que os cortes não fossem realizados.

Expansão e gratuidade

A partir de 2023, o credenciamento de farmácias, que estava parado havia oito anos, foi reaberto. Em 2024, 24,07 milhões de pessoas foram atendidas, 15% acima do número registrado em 2022.

A parcela gratuita também aumentou. Em 2024, 95% dos medicamentos e insumos já podiam ser retirados sem pagamento. Em fevereiro de 2025, o governo Lula eliminou a coparticipação restante e passou a oferecer os 41 itens disponíveis com 100% de gratuidade.

O orçamento subiu de R$ 2,5 bilhões em 2022 para R$ 3,1 bilhões em 2023 e R$ 3,6 bilhões em 2024. Para 2026, o Ministério da Saúde informa ter destinado R$ 4,7 bilhões ao programa. O governo também criou um grupo permanente para discutir novas ampliações, como a oferta de exames e teleatendimentos.

Como retirar os produtos

Para obter os itens em uma farmácia credenciada, é preciso apresentar documento oficial com foto, CPF e receita médica válida, emitida pelo SUS ou pela rede privada.

O programa contempla tratamentos para hipertensão, diabetes, asma, osteoporose, colesterol alto, doença de Parkinson, glaucoma e rinite. Também oferece anticoncepcionais, medicamentos para diabetes associada a doenças cardiovasculares e fraldas geriátricas para pessoas com 60 anos ou mais e pessoas com deficiência que atendam aos critérios.

Pelo Programa Dignidade Menstrual, farmácias credenciadas distribuem absorventes gratuitamente às pessoas elegíveis inscritas no CadÚnico.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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