RIO DE JANEIRO — O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) rejeitou, nesta sexta-feira (11/9), o registro de candidatura de Anthony Garotinho (Republicanos) ao governo estadual. A defesa ainda pode recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O pedido para adiar o julgamento havia sido apresentado na noite de quinta-feira (10/9), mas também foi negado pelo tribunal. A decisão considera que Garotinho está com os direitos políticos suspensos por 8 anos.
Motivo da inelegibilidade
A suspensão está ligada a uma condenação por improbidade administrativa cometida quando Garotinho era secretário de Governo na gestão de sua mulher, a ex-governadora Rosinha Matheus. Segundo o Ministério Público Eleitoral (MPE), a condenação tornou-se definitiva em 11 de julho de 2025.
O processo envolve atos dolosos de improbidade e o desvio de R$ 234 milhões por meio da contratação sem licitação da Pró-Cefet, dentro do projeto Saúde em Movimento. O TRE-RJ também apontou possível nulidade na filiação partidária ao suspender, em decisão liminar, o uso de recursos públicos e a propaganda eleitoral.
O relator do caso, desembargador Bruno Bodart, afirmou que a autorização para atos de campanha por candidatos com registro sub judice não permite o uso de recursos públicos quando a inviabilidade jurídica da candidatura já é evidente.
No mês passado, a Justiça determinou o cumprimento definitivo da sentença e comunicou ao TRE-RJ e ao TSE a suspensão dos direitos políticos do então candidato. “Ele não pode votar e nem ser votado”, disse o procurador regional eleitoral Flávio Paixão.
Pesquisa Quaest divulgada na terça-feira (8/9) mostrou Eduardo Paes (PSD) na liderança da disputa pelo governo do Rio de Janeiro, com 39% das intenções de voto no primeiro turno. Douglas Ruas (PL) tinha 18%, e Garotinho aparecia em terceiro, com 8%.








