RIO DE JANEIRO — O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro rejeitou, por unanimidade, os registros de candidatura de Renato Machado e Diego José Alba Taboada. As decisões foram tomadas nesta terça-feira, 8, e atingem nomes que buscavam uma vaga na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj).
No caso de Diego Alba, o colegiado levou em conta uma condenação de 2009 por quadrilha armada, ligada a crimes conhecidos como “saidinhas de banco”. Os desembargadores também apontaram indícios de coação sistemática de testemunhas e de cooptação eleitoral por meio de projetos assistenciais em áreas dominadas pelo Comando Vermelho.
Elementos analisados
Renato Machado, deputado estadual da Federação Brasil da Esperança (PT/PcdoB/PV), tentava disputar a reeleição. Conforme os elementos reunidos no processo, ele teria ligação com o Terceiro Comando Puro (TCP) em diferentes frentes.
A decisão menciona uma estrutura supostamente envolvida em homicídios e na movimentação de grandes quantias por meio de empresas. Também foi citada uma atuação política atribuída a Machado dentro da Prefeitura de Maricá.
Diego José Alba Taboada integra a Federação PSDB Cidadania. Para os dois casos, o TRE-RJ considerou que havia indícios robustos de vínculo com organizações criminosas.
As decisões tiveram como base o artigo 17 da Constituição Federal. O dispositivo inclui, entre os princípios aplicáveis aos partidos políticos, a proibição do uso de organização paramilitar.
Desde a semana passada, o tribunal indeferiu três registros relacionados a candidatos incluídos em investigações sobre facções. O primeiro processo analisado foi o do deputado estadual Roosevelt Barreto Barcelos, conhecido como Val Ceasa (PRD).








