RIO DE JANEIRO — O Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ) deferiu por unanimidade o registro de candidatura de Antonio Rueda a deputado federal. A decisão foi tomada na terça-feira, 22, depois de o Ministério Público Eleitoral pedir o indeferimento da candidatura por suposto vínculo com chefes de milícias da Baixada Fluminense.
Rueda é presidente nacional do União Brasil e faz campanha em dobradinha com Márcio Canella, ex-prefeito de Belford Roxo. O procurador regional eleitoral Flávio Paixão também apresentou parecer semelhante contra a candidatura de Canella.
Decisão do tribunal
O processo voltou a julgamento após diligências determinadas pela Justiça Eleitoral, que levaram o Ministério Público Eleitoral a rever sua manifestação. O relator, desembargador Paulo Cesar Salomão Filho, afirmou que não foram encontrados elementos que comprovassem o uso de mobilização e coerção de duas lideranças locais em favor da campanha de Rueda.
Os nomes citados no processo são Luiz Eduardo Santos de Araújo e Fábio Augusto de Oliveira Brasil, conhecido como Fabinho Varandão. Segundo o Ministério Público Eleitoral, os dois tiveram os registros para vereador barrados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 2024 por liderança e atuação como braços políticos de milícias armadas violentas.
Para o relator, não há provas de que Rueda tenha pedido, combinado ou financiado apoio dos dois, nem de que tenha respondido a publicações deles nas redes sociais. Araújo e Brasil passaram pelo primeiro escalão da Prefeitura de Belford Roxo, mas Salomão Filho ressaltou que Rueda nunca ocupou cargo ou função pública no município.
Em nota, Rueda declarou que as diligências demonstraram que “não existe inquérito, ação penal, condenação ou qualquer procedimento que me vincule a milícia ou a organização criminosa armada”. O presidente do União Brasil afirmou ainda: “Não sou, sob nenhum aspecto, inelegível”.








