A Anvisa publicou nesta terça-feira (8) o registro de dois medicamentos genéricos à base de liraglutida, fabricados pela EMS. Os produtos são versões do Olire e do Lirux, têm 6 mg/mL do princípio ativo e serão aplicados por via subcutânea.
Os registros, publicados no Diário Oficial da União, são válidos até setembro de 2036 e foram classificados como “genérico – registro de medicamento – clone”. A classificação indica que os produtos têm como referência medicamentos já registrados pela própria EMS.
Para que servem
O Olire é indicado para pessoas com obesidade ou sobrepeso e IMC acima de 27, desde que exista alguma condição associada, como diabetes tipo 2, hipertensão, dislipidemia, risco cardiovascular, doença renal ou doença coronária.
O Lirux é destinado a adultos, adolescentes e crianças acima de 10 anos com diabetes tipo 2 quando a dieta e a atividade física não são suficientes para controlar a glicemia. Estudos clínicos apontam perda média de peso de 8% a 10% com o Olire ao longo de seis meses a 1 ano.
Diferenças entre os princípios ativos
A liraglutida tem menor tempo de ação e precisa ser aplicada diariamente. Já medicamentos com semaglutida, presente no Ozempic, e tirzepatida, usada no Mounjaro, exigem aplicação semanal.
Também há diferença na perda de peso média. A liraglutida apresenta a menor potência entre as três substâncias. A semaglutida tem efeito intermediário, enquanto a tirzepatida é apontada como a opção de maior perda média.
A liraglutida e a semaglutida são análogas ao GLP-1, hormônio que sinaliza saciedade ao cérebro, reduz o apetite, eleva a insulina e ajuda a equilibrar o açúcar no sangue. A tirzepatida atua nos receptores de GLP-1 e GIP.
A liraglutida também está presente no Saxenda e no Victoza, medicamentos da Novo Nordisk que foram descontinuados. Em abril deste ano, a Anvisa informou que havia cinco medicamentos com esse princípio ativo registrados no país e sete pedidos em análise.








