A Anvisa já aprovou mais de dez produtos à base de semaglutida desde a queda da patente da molécula no Brasil, em março de 2026. Entre eles estão medicamentos biológicos, sintéticos, similares, genéricos e novos, com fabricação no país ou no exterior.
O tratamento custa atualmente entre R$ 900 e R$ 2500 por mês. A expectativa apresentada para as versões sintéticas é ampliar a concorrência com Ozempic e Wegovy, da Novo Nordisk.
Produtos já disponíveis ou com lançamento previsto
Poviztra e Extensior são comercializados pela Eurofarma e fabricados pela Novo Nordisk, na Dinamarca. O Poviztra é indicado para obesidade e sobrepeso com comorbidades e está disponível no Brasil desde outubro de 2025. O preço varia entre R$ 400 e R$ 1100, conforme a dose e o programa de fidelidade.
O Extensior tem indicação aprovada para diabetes tipo 2, também está no mercado desde outubro de 2025 e custa entre R$ 300 e R$ 500. Os dois usam semaglutida biológica e são classificados como medicamentos biológicos.
A primeira semaglutida sintética fabricada no Brasil foi o Ozivy, da EMS. O medicamento é indicado para diabetes tipo 2 e foi aprovado pela Anvisa em maio de 2026. Chegou às farmácias em junho deste ano, com preço inicial a partir de R$ 450 por caneta e teto de R$ 803 para a dosagem de 1,34 mg/ml, sem considerar a variação de ICMS por estado. O produto é um medicamento novo e entrou na Lista de Medicamentos de Referência da Anvisa.
O Semavy, da Cosmed, do grupo Hypera Pharma, foi aprovado em 29 de julho de 2026 e lançado pela Mantecorp em setembro de 2026. Já está disponível nas farmácias, mas o princípio ativo ainda é importado. A fabricação no Brasil deverá ocorrer depois da transferência de tecnologia e da assimilação do conhecimento técnico necessário.
O Semaclique, da Germed, do grupo EMS, foi aprovado em 17 de agosto de 2026. É o primeiro medicamento similar a ter o Ozivy como referência e será comercializado pela Brace Pharma. O lançamento está estimado para novembro de 2026.
Registros aprovados sem venda definida
A Anvisa também aprovou uma semaglutida sintética fabricada pela Adalvo, em Malta, em 29 de julho de 2026. A Ávita Care detém o registro brasileiro, a Sandoz será responsável pelo fornecimento e a Biolab pela comercialização. A previsão é que o produto chegue às farmácias no último trimestre de 2026.
Outro registro corresponde a um medicamento genérico de semaglutida sintética fabricado pela EMS. O produto não terá nome de marca, deverá ser vendido pelo nome do princípio ativo e precisará custar no mínimo 35% menos que o Ozivy. Ainda não há preço definido pela CMED nem data para chegada às farmácias.
O Yluméc, também da EMS, é um medicamento similar ou clone do Ozivy, indicado para diabetes tipo 2 e produzido no Brasil. A aprovação ocorreu em 31 de agosto de 2026. A empresa ainda não informou o preço nem a data de lançamento.
O Zempneo, da Brainfarma, foi aprovado em 29 de julho de 2026 e integra o lote de cinco novas canetas. O medicamento é classificado como novo, tem fabricação prevista no Brasil após transferência de tecnologia e ainda depende de definição de preço pela CMED. Não há data oficial para chegar às farmácias.
Também fazem parte desse lote o Seemasun, da Sun Farmacêutica do Brasil, e o Orsema, da Ranbaxy Farmacêutica. Ambos têm indicação para diabetes tipo 2, são classificados como medicamentos novos e ainda não têm local de fabricação confirmado. O Seemasun teve o registro aprovado em 29 de julho de 2026, enquanto o Orsema foi aprovado no mesmo pacote das cinco novas canetas. Não há preço definido nem data confirmada de chegada às farmácias para os dois produtos.








