O empresário Sérgio Zimerman defendeu uma investigação sobre as relações do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Para ele, a apuração deve seguir o devido processo legal e esclarecer os fatos à sociedade.
Na última quarta-feira 2, durante o encerramento de uma palestra em um evento corporativo, Zimerman afirmou que poderia haver mobilização popular caso a investigação fosse arquivada. “Se acontecer de não dar em nada, vamos para a rua acabar com essa gente que está roubando o Brasil”, disse. Ele também declarou que os filhos e netos não merecem o que estão fazendo com o Brasil.
O empresário, fundador da rede de varejo animal Petz Cobasi, afirmou que sua indignação não é dirigida à esquerda ou à direita. Segundo Zimerman, a Justiça deve tratar de forma igual o presidente da República, governadores, ministros do Supremo e cidadãos comuns.
Investigação e afastamento
Zimerman disse que a existência de indícios não prova que houve crime, mas considerou necessário investigar e apresentar uma resposta à sociedade. Na avaliação dele, o arquivamento ou a nulidade do caso não seriam desfechos adequados.
O empresário também afirmou que Alexandre de Moraes deveria se afastar do cargo para se defender. Para ele, essa seria uma atitude republicana de alguém que deseja provar a própria inocência sem permanecer no posto enquanto os fatos são analisados.
Zimerman criticou ainda a polarização política e disse que assuntos relacionados à Justiça não deveriam ser tratados como uma disputa entre grupos. Ele citou a anulação de parte dos processos da Lava Jato por questões de rito processual como exemplo de decisões que, na visão dele, diminuem a confiança da população na Justiça.
Manifestações
Sobre os atos de Sete de Setembro, convocados por partidos de direita, o empresário disse que estará no exterior na data. Ele afirmou, porém, que manifestações não deveriam ter caráter partidário.
Zimerman defendeu que pessoas de esquerda e de direita saiam às ruas juntas em defesa da Justiça. Para ele, divergências políticas fazem parte da democracia, mas a impunidade, a falta de investigação e a corrupção não deveriam fazer parte dela.
O empresário também relatou que é chamado de petista ou de extrema-direita nas redes sociais, dependendo do tema que aborda. Ele afirmou que defender igualdade social e melhor distribuição de renda o leva a ser associado à esquerda, enquanto cobrar uma resposta de Alexandre de Moraes faz com que seja identificado com a extrema-direita.








