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Flávio Bolsonaro mira disputa no Senado e retoma críticas a Moraes
Foto: Rebeca Ligabue/Metrópoles
Economia

Flávio Bolsonaro mira disputa no Senado e retoma críticas a Moraes

Em agendas recentes, candidato defendeu articulação política para a crise institucional e depois apoiou o impeachment do ministro do STF.

A campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) passou a tratar o Senado como uma frente central para pressionar o Supremo Tribunal Federal (STF). O candidato anunciou apoio a 47 nomes que disputam vagas na Casa em diferentes estados e defendeu a ampliação da bancada bolsonarista a partir de 2027.

A estratégia inclui pressionar Davi Alcolumbre (União-AP) a analisar pedidos contra ministros do STF, eleger mais senadores e influenciar a composição futura da Corte por meio das indicações presidenciais. Neste ano, 54 das 81 cadeiras do Senado estão em disputa.

Mudança de tom

Em 27 de agosto, durante um jantar com empresários e banqueiros da Faria Lima, Flávio evitou defender o impeachment de ministros do Supremo. Na ocasião, afirmou que os conflitos entre os Poderes deveriam ser enfrentados pela política e defendeu um esforço conjunto para “virar a página, sem revanchismos”.

O candidato também se mostrou aberto a alianças partidárias em um eventual governo. Segundo ele, os ministros deveriam reunir capacidade técnica e articulação política. O movimento ocorreu enquanto integrantes do mercado financeiro voltavam a se aproximar de sua candidatura.

Dias depois, em 7 de Setembro, o discurso mudou durante um ato na Avenida Paulista. Flávio voltou a atacar Alexandre de Moraes e defendeu o impeachment do ministro. “Temos que proteger o STF de Alexandre de Moraes, aquela laranja podre não pode contaminar toda a Corte”, afirmou. Também disse que Moraes “vai cair” e declarou: “Quem vota em Lula, vota em Alexandre de Moraes”.

A mudança ocorreu após uma nova tensão no STF. Em 31 de agosto, Moraes e André Mendonça discutiram no gabinete de Mendonça durante as investigações sobre o caso Master. Mendonça havia pedido à Polícia Federal (PF) que identificasse um interlocutor de Daniel Vorcaro em mensagens que citavam Paulo Gonet e Andrei Rodrigues. A corporação apontou Moraes.

Pressão no Senado

Em 1º de setembro, Alcolumbre afirmou que havia 109 pedidos de impeachment contra os 10 ministros do Supremo e indicou resistência em colocar os processos em andamento. “A minha percepção é que tem 109 pedidos. Isso não é normal”, disse.

A ofensiva contra Moraes também apareceu em 2021, quando Jair Bolsonaro usou a Avenida Paulista para criticar o ministro. Em 2026, o ato teve críticas a Moraes, um boneco inflável em homenagem a Mendonça e cobranças a Alcolumbre. Nunca, na história do país, um ministro do STF foi destituído do cargo.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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