A origem familiar é mais relevante em um dos tipos de câncer de tireoide do que em outro. No carcinoma medular, mais raro, cerca de 25% dos casos podem ter caráter hereditário. Quando há confirmação da alteração genética associada ao tumor, os familiares de primeiro grau também devem fazer o teste genético.
As endocrinologistas Suemi Marui e Rosa Paula Biscolla explicaram que a avaliação médica é necessária diante da presença de nódulos, embora a maioria não seja cancerígena. Cerca de 50% da população tem algum nódulo na tireoide. Entre pessoas com mais de 70 anos, a proporção chega a 70%.
Apenas 5% a 10% dessas formações representam tumores cancerígenos. Na maioria dos casos, o câncer de tireoide não causa sintomas evidentes. Alguns sinais, porém, exigem atenção: aumento rápido do nódulo nas últimas semanas, endurecimento ao toque, gânglios no mesmo lado, rouquidão e dificuldade para engolir.
Rosa Paula Biscolla afirmou que a combinação entre um nódulo percebido pela pessoa, consistência endurecida e gânglio do mesmo lado é importante para a investigação.
Tipos de tumor
O carcinoma papilífero e folicular é o tipo mais frequente e corresponde a cerca de 85% dos casos. Nesse grupo, a possibilidade de origem familiar costuma ser considerada quando três ou mais pessoas da mesma família recebem o diagnóstico. Até dois casos, geralmente, são tratados como coincidência, segundo Biscolla.
O carcinoma medular tem maior probabilidade de se espalhar para linfonodos e gânglios mesmo quando ainda é pequeno, em comparação com o tipo folicular. Ainda assim, a agressividade depende da fase em que a doença é identificada. Quando os dois tipos são descobertos precocemente, as chances de cura são equivalentes.








