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Consenso brasileiro orienta uso de vitamina B12 em comprimido ou injeção
Foto: Magnific/Magnific
Saúde

Consenso brasileiro orienta uso de vitamina B12 em comprimido ou injeção

Especialistas afirmam que as três formas de reposição normalizam a vitamina, mas a escolha depende da causa da deficiência e das condições do paciente.

Especialistas brasileiros concluíram que comprimidos, aplicação sublingual e injeções de vitamina B12 são capazes de normalizar os níveis do nutriente no sangue. O primeiro consenso nacional sobre o tema foi elaborado por 20 especialistas e publicado na revista eClinicalMedicine, do grupo The Lancet.

Em geral, não há evidência de que uma via seja superior às outras para melhorar sintomas ou aumentar a qualidade de vida. A escolha deve considerar a causa da deficiência, a preferência, as condições do paciente e o acesso ao tratamento.

A via intramuscular ou sublingual pode ser mais adequada para pessoas com doenças no intestino delgado, doenças inflamatórias intestinais ou que passaram por cirurgia bariátrica, situações que podem prejudicar a absorção. “Se o paciente não tem dificuldade para absorver nutrientes, podemos usar qualquer via”, explica Ricardo Cohen, principal autor do documento e diretor do Centro de Obesidade e Diabetes do Hospital Alemão Oswaldo Cruz.

Quem precisa repor a vitamina

A suplementação é indicada quando a concentração de B12 está abaixo do valor de referência do laboratório e também em situações específicas, como anemia perniciosa ou após cirurgia bariátrica. Para pessoas dos grupos de risco, o consenso recomenda iniciar o tratamento quando os níveis estão baixos, mesmo sem sintomas.

A deficiência afeta entre 6% e 30% dos idosos, 10% e 30% das pessoas com gastrite atrófica e 5% e 40% dos pacientes após cirurgia bariátrica, segundo estimativas reunidas no documento. Entre os possíveis sinais estão anemia, danos nos nervos, alterações na medula espinhal, problemas de memória e raciocínio e sintomas semelhantes aos da demência.

O consenso foi baseado em uma revisão sistemática de evidências e no método Delphi. Os 20 especialistas avaliaram anonimamente 30 afirmações em rodadas sucessivas.

Exames e riscos da suplementação sem necessidade

A avaliação do tratamento não deve considerar apenas a dosagem de B12 no sangue. O documento recomenda combinar a análise dos sintomas com biomarcadores funcionais, quando apropriado. O ácido metilmalônico e a homocisteína podem indicar deficiência funcional, já que se acumulam quando a vitamina não é suficiente para o metabolismo celular.

Para 95% dos especialistas, o nível de B12 na circulação, isoladamente, tem significado clínico incerto. Os níveis podem subir rapidamente após o início da reposição, sem comprovar a recuperação das células.

A população sem fatores de risco ou diagnóstico de deficiência não deve tomar suplementos por conta própria. Fábio Moura, diretor da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, afirma que o excesso não tem benefício comprovado e pode causar malefícios.

Cansaço, formigamento, falhas de memória e neuropatias também podem ter outras causas, como deficiência de ácido fólico ou diabetes. Por isso, o diagnóstico precisa combinar sintomas e exames.

A vitamina B12 está presente em alimentos de origem animal, como fígado, mariscos, atum, salmão, ovos, leite, queijos, iogurtes e aves. Leites vegetais, cereais matinais e substitutos de carne podem ser enriquecidos, mas é necessário conferir o rótulo. Veganos e vegetarianos estritos devem buscar orientação médica ou nutricional.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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