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Diário pode complementar terapia e medicamentos contra sintomas depressivos
Foto: Liudmila Chernetska/Getty Images
Saúde

Diário pode complementar terapia e medicamentos contra sintomas depressivos

Estudo com 112 jovens adultos associou reflexões sobre identidade a menor abatimento e maior conexão com a própria história.

Registrar pensamentos e emoções sobre a própria identidade pode ser uma forma de complementar o cuidado contra sintomas depressivos. A prática foi avaliada em um estudo realizado nos Estados Unidos com 112 jovens adultos, acompanhados durante duas semanas.

Os participantes já faziam sessões de psicoterapia e usavam medicamentos. Metade foi orientada a escrever sobre experiências do dia a dia. O outro grupo refletiu sobre o passado, o presente e o futuro, relacionando esses períodos à própria identidade.

Dois meses depois, os jovens que escreveram sobre sua trajetória relataram menor abatimento e uma conexão mais forte com a própria história de vida. O estudo foi publicado no Journal of Consulting and Clinical Psychology, da Associação Americana de Psiquiatria.

A psicóloga Larissa Fonseca, especialista em terapia cognitivo-comportamental, afirma que a escrita pode contribuir para organizar o que a pessoa pensa e sente. “Cultivar um diário pode ser uma estratégia para organizar os pensamentos e as emoções, especialmente quando estamos construindo nossa identidade”, disse a profissional, de São Paulo.

Como começar

A recomendação é escolher um horário fixo para anotar experiências e reações diárias. Ao recordar uma situação, vale registrar também os sentimentos envolvidos e a forma como a pessoa reagiu.

O diário pode ajudar a estruturar ideias para serem discutidas durante a terapia. A prática também pode favorecer um olhar mais distante sobre dificuldades do passado e preocupações relacionadas ao futuro.

Ao reunir os registros, a pessoa pode visualizar melhor o próprio percurso, com momentos positivos e negativos. O diário funciona como um espaço pessoal de autorreflexão, sem julgamentos. A escrita pode complementar o acompanhamento profissional, mas não substitui psicoterapia ou medicamentos quando eles forem indicados.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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