Beber água ajuda a evitar a desidratação, favorece o funcionamento dos rins e também contribui para a saúde do coração. Quando há pouco líquido circulando no sangue, menos sangue retorna ao coração, que precisa trabalhar mais para manter a circulação pelo corpo.
Brodie Marthaler, cardiologista do Sistema de Saúde da Mayo Clinic em Eau Claire, nos Estados Unidos, explica que a desidratação pode fazer os vasos sanguíneos se contraírem e acelerar os batimentos cardíacos. Com isso, órgãos como cérebro, rins, fígado e sistema digestivo podem não receber sangue suficiente.
Entre os sinais de desidratação estão batimentos acelerados ou palpitações, sensação de desmaio, alterações na visão, falta de ar, desconforto no peito, boca e pele secas, além de urina escura, espumosa ou ardência ao urinar. Insolação e desmaio são emergências médicas e precisam de avaliação imediata por um profissional de saúde.
Bebês, crianças e adultos mais velhos estão entre os grupos mais vulneráveis. Jesse D. Bracamonte, fisiologista da família e especialista no manejo de doenças crônicas, afirma que crianças podem perder muitos líquidos com diarreia, vômitos e febres altas. Além disso, algumas não conseguem comunicar que estão com sede ou pegar água sozinhas.
Nos adultos mais velhos, a reserva de líquidos do organismo, a capacidade de reter água e a sensação de sede tendem a diminuir. Diabetes, demência e determinados medicamentos também podem elevar o risco. Atletas, trabalhadores que atuam ao ar livre e pessoas que usam diuréticos ou agonistas dos receptores de GLP-1 também precisam de atenção. Quem tem insuficiência cardíaca ou outra doença cardíaca deve redobrar os cuidados.
A orientação básica é beber água ao sentir sede. Em períodos de calor ao ar livre ou durante exercícios prolongados, a ingestão de líquidos deve ser aumentada com antecedência. Pessoas que praticam atividades de resistência podem se beneficiar de bebidas esportivas com eletrólitos.
Água e bebidas com eletrólitos são opções preferíveis às açucaradas, aos refrigerantes e à cafeína. O álcool também contribui para a desidratação e pode aumentar a perda de líquidos.
O excesso de água, porém, também oferece risco. Bracamonte alerta para a hiponatremia, condição em que o nível de sódio no sangue fica abaixo do normal e as células podem inchar. A Organização Mundial da Saúde informa que um rim saudável consegue filtrar entre 800 ml e um litro de água em uma hora. Mais de três ou quatro litros por hora podem aumentar o risco da condição.








