RIO DE JANEIRO — Vinte e três estudantes e visitantes procuraram atendimento hospitalar depois de participarem de uma feira de ciências no Colégio Tamandaré, no Recreio dos Bandeirantes, na zona oeste do Rio de Janeiro. Durante a atividade, uma mesma lanceta foi usada em mais de uma pessoa para testes de glicose.
O episódio ocorreu no final de semana, em um estande sobre conscientização a respeito do diabetes. O espaço tinha um equipamento para medir a glicose e uma caixa com lancetas, agulhas pequenas usadas para furar o dedo e coletar uma gota de sangue.
Segundo a escola, no fim da feira, uma estudante teria oferecido testes a colegas e visitantes, contrariando a orientação da unidade. A lanceta não foi descartada imediatamente e acabou aplicada em mais de uma pessoa. Até o momento, há informação de que ao menos três pessoas usaram a mesma agulha.
Até o final da tarde de domingo (13), 23 pessoas tinham procurado atendimento, principalmente no Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca. Os envolvidos buscaram testagem e tratamento profilático após a repercussão do caso.
Riscos e cuidados
O compartilhamento de agulhas pode transmitir infecções pelo sangue. Entre os riscos estão o HIV e as hepatites B e C, que podem provocar doenças crônicas graves no fígado. Também existe possibilidade de contaminação por bactérias, como a Clostridium tetani, associada ao tétano, além de abscessos na pele e infecções no sangue.
Quem sabe ou suspeita que teve contato com uma agulha compartilhada deve procurar imediatamente um serviço de saúde. A orientação é fazer exames para HIV e para os vírus das hepatites B e C. Os testes precisam ser repetidos depois de algumas semanas, porque a janela imunológica pode impedir a confirmação imediata de uma infecção.
A equipe médica também deve avaliar a necessidade de profilaxia pós-exposição, conhecida como PEP, para o HIV e outras infecções relevantes. O histórico de vacinação deve ser verificado em relação a doenças como hepatites e tétano.








