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Miastenia gravis: doença autoimune provoca fraqueza muscular e exige tratamento contínuo
Foto: TV Globo/Divulgação
Saúde

Miastenia gravis: doença autoimune provoca fraqueza muscular e exige tratamento contínuo

Alex Escobar recebeu o diagnóstico após passar mal durante uma transmissão e também descobriu um tumor no timo, removido por cirurgia.

O jornalista e apresentador Alex Escobar voltou à televisão no último final de semana para falar sobre o diagnóstico de miastenia gravis, uma doença autoimune rara. Ele estava afastado das telas desde junho, quando passou mal durante uma entrada ao vivo na cobertura da Copa do Mundo.

Na ocasião, o episódio foi inicialmente associado a um pico de pressão relacionado ao calor. A partir daí, Escobar passou por exames e investigações médicas. Durante esse processo, também descobriu um tumor no timo, que exigiu cirurgia para a retirada da glândula.

Os primeiros sintomas, segundo o apresentador, começaram cerca de dois meses antes da Copa. Ele relatou dificuldade para abrir a boca durante as refeições. Na transmissão ao vivo, a fala foi afetada. “minha língua estava dura, que é um sintoma da doença”, contou. Escobar também afirmou: “Eu estava completamente consciente”.

O que é a miastenia gravis

A doença ocorre quando o sistema imunológico produz anticorpos que atacam os receptores de acetilcolina, estruturas localizadas nas junções neuromusculares. Esses pontos permitem a comunicação entre neurônios e músculos, necessária para produzir os movimentos.

Quando essa comunicação é prejudicada, surgem fadiga e fraqueza muscular, que melhoram com o repouso. A evolução do quadro pode causar dificuldades para falar, engolir e respirar. A causa de a doença se desenvolver em algumas pessoas ainda não é conhecida.

Diagnóstico e tratamento

A miastenia gravis pode ser difícil de identificar porque é rara e apresenta sintomas semelhantes aos de outros problemas. No caso de Escobar, médicos nos Estados Unidos primeiro descartaram um AVC e depois consideraram a possibilidade de esclerose múltipla. Ele voltou ao Brasil sem um diagnóstico definido.

A avaliação combina os sintomas com exames complementares, como eletroneuromiografia, testes de sangue para verificar a resposta dos anticorpos à acetilcolina e exames de imagem do tórax. Esses exames também ajudam a identificar alterações no timo, que são comuns em pacientes com miastenia.

A doença é crônica e não tem cura, mas pode ser controlada. O tratamento costuma incluir corticoides e imunossupressores. Outras abordagens podem ser usadas durante crises ou quando a resposta ao tratamento inicial não é suficiente. A escolha varia conforme cada paciente e exige acompanhamento médico periódico ao longo da vida.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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