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Uso de Mounjaro na amamentação ainda exige avaliação médica
Foto: VEJA SAÚDE/SAÚDE é Vital
Saúde

Uso de Mounjaro na amamentação ainda exige avaliação médica

Estudos iniciais indicam baixa presença de tirzepatida no leite, mas não comprovam a segurança do medicamento para bebês.

A segurança do Mounjaro durante a amamentação ainda não está totalmente esclarecida. O medicamento tem tirzepatida como princípio ativo e é indicado para o tratamento do diabetes tipo 2 e para o controle crônico do peso em adultos com obesidade ou sobrepeso associado a comorbidades.

Como parte das substâncias presentes no sangue da mãe pode chegar ao leite materno, existe a preocupação sobre possíveis efeitos no bebê e sobre uma eventual redução na produção de leite. Até o momento, porém, os estudos disponíveis são pequenos.

O que o estudo encontrou

Uma pesquisa solicitada pela fabricante e incluída na bula americana do Mounjaro avaliou 11 mulheres que estavam amamentando. Cada participante recebeu uma única dose de 5 miligramas de tirzepatida, e o leite foi analisado durante 28 dias.

A substância não foi detectada em 164 das 171 amostras coletadas. Nas sete restantes, a quantidade encontrada foi muito pequena: o total identificado correspondia a menos de 0,02% da dose administrada à mãe. Seis dias depois da aplicação, não era mais possível identificar concentração da tirzepatida.

A pediatra Ana Maria Melo, do Hospital Samaritano Higienópolis, da Rede Américas, explica que a molécula é grande, o que dificulta sua passagem para o leite. Além disso, por ser formada por proteínas, uma eventual quantidade presente no leite tende a ser digerida pelo trato gastrointestinal da criança. Por isso, a absorção de uma molécula intacta pelo bebê é considerada improvável.

A atenção deve ser maior com recém-nascidos prematuros, principalmente nos primeiros dias de vida. “Nesse período neonatal, eles possuem imaturidade e maior permeabilidade no trato gastrointestinal [mais chances de absorver as substâncias]”, afirma Melo.

Riscos e recomendações

Caso fosse absorvida pelo bebê, a tirzepatida poderia causar hipoglicemia, que é a queda abrupta do açúcar no sangue, e intolerância alimentar relacionada ao retardo do esvaziamento gástrico. Ainda não há evidências suficientes de que esses efeitos ocorram em crianças expostas ao medicamento pelo leite materno.

Melo recomenda evitar medicamentos na gestação e na lactação quando não existem estudos suficientes que comprovem sua segurança. Se o uso for imprescindível, a decisão deve ser avaliada com um médico. Bancos de dados sobre medicamentos e lactação consideram que a tirzepatida pode ser usada com cautela durante o aleitamento, especialmente no caso de recém-nascidos ou bebês prematuros.

Também não se sabe se a perda de peso provocada pelo remédio altera a composição ou o conteúdo nutricional do leite. Por isso, a mãe que usa Mounjaro durante a amamentação pode precisar de acompanhamento com nutricionista, já que a medicação reduz bastante a ingestão alimentar.

“A mãe que amamenta deve estar bem hidratada e ter uma ingesta alimentar adequada para garantir a quantidade de leite necessária ao seu bebê”, alerta Melo. A decisão de usar o medicamento deve considerar a necessidade de tratamento da mãe, as alternativas disponíveis e os possíveis efeitos para o bebê.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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