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Resposta à tirzepatida varia conforme o perfil biológico da obesidade
Foto: Tatsiana Volkava/GettyImages
Saúde

Resposta à tirzepatida varia conforme o perfil biológico da obesidade

Estudo com 483 adultos relacionou um padrão de fome mais rápida à perda média de 21,5% do peso em seis meses.

Um estudo da Mayo Clinic relacionou um perfil específico de obesidade a uma resposta maior ao tratamento com tirzepatida. Nesse grupo, a redução média de peso chegou a 21,5% após seis meses, enquanto participantes com outros perfis perderam 11,7%, em média.

Publicado na revista científica Gastroenterology, o levantamento avaliou 483 adultos com obesidade e separou a doença em três perfis biológicos. O grupo que apresentou a maior perda de peso reunia pessoas cuja fome reaparecia mais rapidamente depois das refeições.

Esses participantes tinham menor produção de hormônios intestinais ligados à saciedade e esvaziamento mais rápido do estômago. Eles também relatavam maior fome após comer. O grupo correspondia a cerca de um quarto dos participantes.

Na prática, o padrão chamado de “intestino faminto” pode fazer com que a pessoa volte a sentir fome pouco tempo depois de uma refeição considerada normal. Isso tende a aumentar a frequência de lanches ao longo do dia, sem que as refeições principais sejam necessariamente maiores.

A diferença na resposta ao medicamento pode estar ligada à regulação da fome e da saciedade. Os participantes desse subtipo apresentavam níveis mais baixos de GLP-1 e de outros hormônios liberados naturalmente pelo intestino após a alimentação. O estudo não encontrou associação entre essa característica e diferenças no microbioma intestinal.

A tirzepatida age sobre mecanismos hormonais envolvidos no apetite e na glicemia. O medicamento imita a ação do GLP-1 e do GIP, hormônios produzidos pelo organismo que participam do controle da fome, da saciedade e do açúcar no sangue.

Para Andres Acosta, gastroenterologista, pesquisador em obesidade da Mayo Clinic e autor sênior do estudo, os resultados reforçam que a obesidade não é provocada por um único mecanismo biológico. A identificação dos perfis pode ajudar, no futuro, a indicar quais pacientes têm maior probabilidade de responder a determinados tratamentos e apoiar uma abordagem mais individualizada.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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