SÃO PAULO — A cobertura da vacina contra o sarampo aumentou no estado entre abril e julho. A primeira dose passou de 86,56% para 93,24%, enquanto a segunda subiu de 72,72% para 78,37%. Em setembro, a Campanha de Multivacinação aplicou mais de 2,5 milhões de doses em São Paulo. Esse resultado ainda será incluído nos próximos cálculos de cobertura.
A vacinação ocorre gratuitamente nas unidades básicas de saúde dos 645 municípios paulistas. Entre os 40 pacientes confirmados em 2026, 30 não tinham registro de imunização ou apresentavam esquema incompleto. Nenhum morreu.
Os três casos mais recentes foram identificados na segunda-feira (28). São dois homens, de 18 e 21 anos, e uma menina de 1 ano, todos moradores da capital. O homem de 21 anos e a criança têm registro de uma dose; o paciente de 18 anos não possui registro de vacinação.
A capital reúne 36 dos casos. São Bernardo do Campo tem dois registros, enquanto Guarulhos e Santo André têm um cada. Os episódios integram grupos de transmissão identificados em junho, julho e agosto. O acompanhamento do Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo (CVE-SP) aponta redução na circulação do vírus.
Investigação das cadeias
Uma cadeia só pode ser considerada interrompida após 90 dias, ou 12 semanas, sem novo caso relacionado. A contagem começa no início das manchas na pele do último paciente confirmado. Nesse intervalo, continuam a apuração de suspeitas, a busca ativa e o monitoramento de pessoas que tiveram contato com infectados.
A primeira cadeia de 2026, associada a dois casos importados entre março e abril, já foi encerrada. Em Guarulhos e São Bernardo do Campo, as autoridades avaliam se os episódios ligados aos pacientes desses municípios também podem ser considerados encerrados.
Mais de 1.700 notificações suspeitas foram descartadas no estado. O Instituto Adolfo Lutz analisa amostras, e os casos confirmados passam por sequenciamento do genótipo do vírus com apoio da Fiocruz.
Cerca de 60% dos registros ocorreram em crianças menores de 2 anos. O sarampo é transmitido por via respiratória e pode passar de uma pessoa para outra antes do surgimento das manchas.
Mesmo com registros em São Paulo, Amazonas e Rio de Janeiro, o Brasil mantém o status de eliminação da transmissão endêmica. A OPAS classifica a situação brasileira e paulista como transmissão limitada, com casos esporádicos, cadeias identificadas e medidas de contenção em andamento.







