SÃO PAULO — A Secretaria de Estado da Saúde confirmou mais quatro casos de sarampo na capital paulista. Com os novos registros, o estado soma 32 casos da doença em 2026. Também foram identificadas três infecções em Tabatinga, no Amazonas.
Os casos paulistas foram notificados em agosto e envolvem três menores de dois anos e um homem de 28 anos. Em 23 das 32 ocorrências registradas no estado, os pacientes não tinham histórico de vacinação ou estavam com o esquema incompleto.
No Amazonas, os pacientes são uma criança de 8 anos, uma mulher de 24 anos e o filho dela, de 1 ano. Os três não foram vacinados e começaram a ser atendidos no Peru, onde moravam. Os diagnósticos foram confirmados no dia 10, e os pacientes permanecem em isolamento domiciliar.
O governo do Amazonas emitiu um alerta epidemiológico aos municípios para reforçar a vigilância e a vacinação. Outros dois casos estão em investigação: um em Tabatinga e outro em Carauari.
O infectologista Renato Kfouri, da Sociedade Brasileira de Imunizações, afirmou que casos importados podem iniciar cadeias de transmissão e defendeu o bloqueio das infecções. Ele também citou a necessidade de ampliar a cobertura vacinal, manter a dose zero para crianças pequenas em áreas de circulação da doença e identificar e isolar rapidamente os casos.
Quem deve se vacinar
A tríplice viral ou a tetraviral é aplicada aos 12 e aos 15 meses. Pessoas de 15 meses a 29 anos devem ter duas doses registradas, com intervalo mínimo de 30 dias. Entre 30 e 59 anos, é necessário ter pelo menos uma dose registrada na caderneta. Trabalhadores da saúde precisam de duas doses, independentemente da idade.
A dose zero continua disponível para bebês de 6 meses a 11 meses e 29 dias que moram nos municípios de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo. A campanha de reforço para todas as pessoas já foi encerrada, mas as autoridades mantêm o alerta sobre a importância da imunização.








