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Anac restringe power banks em voos por risco de incêndio
Foto: Creative Commons/Josef Martan
Brasil

Anac restringe power banks em voos por risco de incêndio

Carregadores portáteis devem ir na bagagem de mão, com limite de dois por pessoa; uso durante os voos foi proibido.

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) proibiu o uso de carregadores portáteis, conhecidos como power banks, durante voos. As regras foram divulgadas em um comunicado em abril e determinam que os dispositivos sejam levados exclusivamente na bagagem de mão, com limite de dois por pessoa.

A medida considera o risco de incêndio associado às baterias de lítio. Esses equipamentos podem funcionar como fonte de ignição ou pegar fogo quando superaquecidos. Também existe a possibilidade de fuga térmica, fenômeno em que a temperatura aumenta rapidamente e de forma incontrolável.

Esse processo pode ocorrer após danos físicos, defeitos de fabricação ou sobrecarga de energia. Em janeiro de 2025, um avião da companhia sul-coreana Air Busan foi destruído por um incêndio iniciado após uma falha em um power bank guardado no compartimento superior de bagagem. Cerca de 170 passageiros e seis tripulantes deixaram a aeronave, e três pessoas tiveram ferimentos leves.

Em dezembro do mesmo ano, o embarque de um voo que partiria de Oslo, capital da Noruega, foi interrompido depois que uma power bank pegou fogo dentro de uma mala de mão. As pessoas foram retiradas do local, e oito precisaram ser hospitalizadas por inalação de fumaça tóxica.

Como reduzir os riscos

A probabilidade de explosões é considerada mínima quando são usados produtos de procedência comprovada. Esses equipamentos passam por testes de resistência e podem contar com mecanismos internos de desligamento caso as propriedades físicas saiam do controle.

A recomendação é optar por itens originais de fabricantes como Samsung e Xiaomi, além de marcas como Anker e Belkin. O professor Fabio Delatore, do Instituto Mauá de Tecnologia, também orienta que o carregamento seja feito longe de materiais inflamáveis, como madeira, carpete ou espuma.

Em caso de incêndio, Delatore afirma que a fumaça não deve provocar desespero e que o material será consumido, especialmente em um local ventilado.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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