A cafeína pode se acumular no organismo durante várias horas e provocar intoxicação, inclusive quando é ingerida em pequenas quantidades repetidas. A meia-vida da substância pode chegar a nove horas e meia, o que prolonga sua permanência no corpo.
Os sinais de intoxicação incluem tremor muscular, pensamento confuso, batimento cardíaco acelerado, agitação e perda de apetite. Em doses mais altas, podem ocorrer convulsões e morte. A quantidade perigosa varia conforme a idade, a tolerância e as condições de saúde preexistentes.
A FDA, sigla em inglês para Food and Drug Administration, afirma que é possível consumir até 400 miligramas de cafeína por dia sem efeitos adversos. A entidade, porém, aconselha limitar o consumo diário a 250 miligramas. Quantidades acima de 400 miligramas em um dia podem causar sintomas mais leves, mas são especialmente perigosas para crianças, adolescentes, pacientes cardíacos e pessoas com problemas de circulação sanguínea.
Produtos e casos registrados
Mortes por intoxicação ou overdose de cafeína não são comuns. Ainda assim, a substância está presente em cápsulas, energéticos e géis, além de alimentos e suplementos industrializados usados para fornecer energia ou acelerar o metabolismo.
Em 2022, um homem de 29 anos morreu no País de Gales após calcular de forma errada uma dose de cafeína em pó usando uma balança de cozinha. O rótulo recomendava de 60 a 300 miligramas por dia, enquanto a autópsia identificou 392 miligramas em um único litro de sangue.
Em abril de 2026, a família de uma adolescente de 17 anos do Texas pediu indenização à distribuidora de um energético popular nos Estados Unidos. O processo atribuiu a cardiomegalia, ou coração grande, ao estresse provocado pela ingestão de grandes quantidades de cafeína. O advogado Benny Agosto Jr. disse que a cafeína era a única substância encontrada no organismo da jovem e criticou os avisos sobre riscos cardíacos na bebida.
A dose letal média é de 150 miligramas por quilo corporal. Em 350 miligramas de refrigerantes, há até 83 miligramas de cafeína; no chá verde, 37; no chá preto, 71; no café puro, até 247; e em um energético, até 246. O consumo repetido ou combinado com cápsulas termogênicas, chocolate ou remédios com cafeína representa risco à saúde.









