SÃO PAULO — O candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) afirmou nesta quarta-feira (16/9) que Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) não têm autoridade moral para reunir os Três Poderes e governar o país. A declaração foi dada durante uma agenda na capital paulista, ao comentar a suspensão do julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a abertura de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes.
Caiado também criticou Lula por não ter, na avaliação dele, antecipado a crise no Supremo. “Se ele não estivesse com as mãos sujas, ele teria que ter feito um pronunciamento à nação”, disse o presidenciável. Ele afirmou que o presidente deveria ter reunido os integrantes da Corte no Palácio para tratar do impacto institucional do caso.
O candidato do PSD ainda questionou a condução de Edson Fachin, presidente do STF, durante a sessão plenária. Para Caiado, Fachin deveria ter rejeitado a questão de ordem apresentada por Gilmar Mendes. O pedido tratava da tramitação conjunta do processo envolvendo supostas mensagens entre Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro com outra petição, sobre supostas irregularidades na relatoria do caso Master por André Mendonça.
Sessão terminou sem decisão
Na terça-feira (15/9), o STF encerrou uma sessão extraordinária sem concluir a análise sobre a abertura de investigação contra Moraes. A Corte também não decidiu se os processos relacionados a Moraes e Mendonça devem tramitar juntos ou separados.
Gilmar Mendes propôs reunir os casos e adiar o julgamento para 23 de setembro. Flávio Dino pediu vista, interrompendo a sessão. Fachin, porém, ouviu os votos de Luiz Fux e Cármen Lúcia, que anteciparam suas posições.
A sessão terminou com placar de 4 a 3 a favor da proposta de Gilmar. Votaram pelo julgamento conjunto Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin. Fachin, Fux, Mendonça e Cármen Lúcia votaram contra. Dino apoiou a reunião dos processos, mas seu voto não foi contabilizado por causa do pedido de vista.








