A Polícia Federal identificou indícios de que Eduardo Bolsonaro orientou a gestão, nos Estados Unidos, dos recursos destinados ao filme “Dark Horse”, sobre a trajetória de Jair Bolsonaro. A Procuradoria-Geral da República classificou como “aporte ilícito” o dinheiro enviado pelo ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, para a cinebiografia.
A informação está em manifestação do procurador-geral Paulo Gonet encaminhada ao Supremo Tribunal Federal. No documento, Gonet aponta que o ex-deputado teria participado da escolha da Havengate Development Fund LP, uma estrutura offshore indicada para receber aportes financeiros de Vorcaro, incluindo repasses sob investigação.
Mensagens citadas na investigação
A PF analisou mensagens trocadas entre Flávio Bolsonaro, Daniel Vorcaro e o publicitário Thiago Miranda. O conteúdo, conforme a manifestação, mostra Eduardo tratando da administração dos recursos e sugerindo o uso da Havengate.
Em um trecho reproduzido na decisão, Thiago Miranda informa a Vorcaro que Flávio Bolsonaro e Eduardo pretendiam se reunir com o empresário para discutir o filme. Depois, teria sido compartilhada uma captura de tela atribuída a Eduardo, com orientações sobre a movimentação do dinheiro nos Estados Unidos.
Os dados fazem parte dos autos do Caso Master. O sigilo judicial foi retirado na noite de quinta-feira (10/9) pelo ministro do STF André Mendonça, por determinação do presidente da Corte, Edson Fachin.
Conversas mencionadas na investigação também registram a discussão sobre um pagamento de aproximadamente R$ 61 milhões para financiar a produção. O valor debatido poderia chegar a cerca de R$ 134 milhões.








